Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/08/2018
“Governar é abrir estradas’ este era o lema da campanha de candidatura do Presidente Washington Luis. Legado este, que permaneceu intacto durante décadas. Entretanto, o adensamento populacional obrigou o Estado a adotar novos meios de transporte. Apesar dos avanços notados os problemas de mobilidade urbana não foram solucionados, gerando consequências para a população e dúvidas acerca da efetividade do sistema público.
Desde o governo de Juscelino Kubitschek tem-se a ideia de que um automóvel é um símbolo de status social, diante disso o consumo exagerado, advindo desta década criou uma cultura prejudicial aos brasileiros, de modo a gerar grandes congestionamentos, acidentes, poluição atmosférica. Fatos estes, que interferem na qualidade de vida dos cidadãos, pois além de influenciar diretamente no seu dia-a-dia, a problemática infringe o direito de ir e vir do indivíduo resguardado pela constituição civil. O Brasil um dos países com mais mortes no trânsito, tendo como exemplo do caos, a cidade de São Paulo, segundo algumas pesquisas em relação a mobilidade urbana, um paulistano passa em média 45 dias do ano no trânsito, comprovando que a mobilidade é um problema urgente.
De um lado nota-se altas tarifas e impostos relacionados a automóveis e transportes, cuja maioria das vezes são destinados a outros projetos, no entanto, do outro lado a situação do transporte público continua com uma estrutura precária e atrasada como a falta de ciclovias, vias duplas, instalação de metrôs e melhorias no transporte coletivo que se encontra em estado obsoleto. Como consequência o número de ônibus insuficiente realizam percursos prolongados, que causam superlotação e grande espera nos pontos de parada. Além disso, a falta de investimentos no transporte ferroviário, e o atraso nas construções do transporte metroviário, sendo poucas as metrópoles que possuem este meio de condução oferecendo ao usuário um serviço de baixa qualidade.
Diante esses fatos, medidas precisam ser tomadas para aliviar a mobilidade urbana. O governo federal deve estipular metas para as principais cidades com esses problemas, nesse intuito as prefeituras devem ampliar ou criar ciclovias e passagens exclusivas para ônibus, e devem implantar sinalização apropriada nas principais ruas das cidades . Além disso, devem também colocar em circulação uma quantidade de coletivos de acordo com a população. Ademais, a secretária de transporte, aliada a mídia deve lançar campanhas, que através de políticas públicas faça o cidadão adotar meios de transportes alternativos e limpos, como bicicletas e automóveis movidos a biocombustíveis.