Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 03/09/2018
Com a ascensão de Juscelino Kubitschek ao poder, no século XX, a população brasileira vivenciou o período de maior desenvolvimento econômico do país. Os chamados “anos dourados” trouxeram para o Brasil o avanço da industrialização, principalmente na área da produção automobilística. Nesse cenário, o consumo de automóveis tornou-se cada vez maior, causando vários problemas na mobilidade urbana brasileira. Nesse contexto, convém analisarmos as principais causas, consequências e soluções para a resolução desse impasse, pois está relacionado diretamente com o bem-estar nacional.
É indubitável que o tráfego brasileiro esteja entre as causas do problema. Segundo a Confederação Nacional de transportes, a frota de automóveis no Brasil é de 51,2 milhões, o equivalente a 1 carro para 4 brasileiros. Por meio dessas informações, percebe-se o porquê do crescimento das concentrações veiculares e da diminuição das rodovias, ocasionando os chamados engarrafamentos, que tornaram-se frequentes nas cidades brasileiras. Desse modo, além de originar problemas no âmbito da saúde, como acidentes, estresse e até a morte, tal questão ainda prejudica o setor econômico e social do país, pois as pessoas perdem, no trânsito, horas do seu tempo que poderiam ser utilizadas, por exemplo, em atividades que gerariam renda e movimentação financeira ou para o seu próprio lazer.
Dessarte, torna-se notório que a ineficiência da mobilidade urbana causa infortúnios nas esferas sociais e financeiras. Porém, essa problemática também está ligada intrinsecamente ao setor ambiental. Em consequência da má qualidade dos transportes públicos, a população acaba adquirindo seus próprios veículos, aumentando o número de carros nas vias citadinas. Com isso, as localidades sofrem com inchaço urbano, que traz consigo problemas, como o aumento da poluição atmosférica e sonora. Além disso, devido à falta de planejamento urbano, as “áreas verdes” dão lugar a ferrovias ou a estradas, as quais, em geral, não amenizam o problema do congestionamento nas cidades.
De modo exposto, os empecilhos no que tange à mobilidade urbana, no Brasil, possuem raízes arcaicas que carecem ser solucionados. Portanto, é imprescindível que, além da ampliação e melhoria da rede pública de transportes, o Governo imponha nas metrópoles nacionais a adoção do rodízio veicular e a implantação de ciclovias, tendo em vista o fim dos congestionamentos e, consequentemente, à redução dos problemas ambientais. Ademais, O Ministério do Meio Ambiente juntamente com a mídia, devem estimular, por meio de campanhas e propagandas, o uso de veículos coletivos ou alternativos – como ônibus e bicicletas -, pela população, a fim de reduzir o número de carros particulares nas vias citadinas. Assim, será possível reduzir os desafios do tráfego brasileiro, de forma a assegurar uma sociedade harmoniosa e pacífica para todos.