Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 19/08/2018
Apesar do endividamento externo do Brasil, em 1955, no governo de Juscelino K., foi elaborado e desenvolvido o Plano de Metas que visava o desenvolvimento econômico do país através de investimentos nos setores de transporte e energia. Com tudo, essas medidas não foram capazes de suprir as necessidades de grandes centros urbanos. Sendo necessárias, portanto, medidas capazes de reduzir engarrafamentos, acidentes e outros problemas gerados no trânsito.
A insuficiência do transporte público e a necessidade de locomoção das pessoas, tem feito com que brasileiros optem pela utilização de veículos individuais no seu dia a dia. Esta necessidade, juntamente com a falta de infraestrutura das cidades, tem ocasionado grandes engarrafamentos que podem ser vistos em qualquer jornal de qualquer emissora todos os dias. Essa multidão de veículos sendo utilizada diariamente aumentou a emissão de dióxido de carbono na atmosfera entre os anos de 1994 e 2014, como relata o IEMA (Instituto de Energia e Meio Ambiente), contribuindo com o aumento do efeito estufa e ocasionando mudanças climáticas.
Além disto, a impaciência no trânsito tem gerado gastos para a saúde pública com os cidadãos em situações de estresse diariamente e com o alto índice de acidentes. No ano de 2015, por exemplo, foram registrados, segundo o Ministério da Saúde, mais de 30 mil óbitos e mais de 200 mil feridos em acidentes de trânsitos. Sendo que, segundo a Polícia Rodoviária Federal, causas frequentes de acidentes são: velocidade incompatível, ingestão de álcool, desobediência à sinalização, entre outros fatores.
Com isto, torna-se necessário, portanto, não apenas a elaboração de um plano de mobilidade urbana, como prevê a Lei Nº 12.587/2012, mas, também, a fiscalização do cumprimento desta teoria e aplicação de multas para aqueles que não o fizerem. Sendo que, de imediato, campanhas como “Maio amarelo” devem ser elaboradas pelo Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, com o intuito de conscientizar jovens e adultos das suas escolhas no trânsito e, principalmente, das consequências delas. Além disto, será através do incentivo e melhora dos transportes coletivos, juntamente com a acessibilidade aos biocombustíveis e racionalização de rotas, que o Brasil será capaz de reduzir os problemas de saúde e econômicos gerados pelo tumulto no trânsito e alcançar dois de seus objetivos previstos na Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, que são: saúde e bem-estar para todos e cidades e comunidades sustentáveis.