Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/06/2018

É indubitável que as cidades cresceram. Isso se deve principalmente a concomitância entre os processos de industrialização e êxodo rural. Infelizmente, muitas vezes os centros urbanos não apresentam as condições infraestruturais necessárias para sustentar a circulação dos fluxos de forma adequada, desse modo, a mobilidade urbana acaba se tornando mais um impasse social do mundo pós-moderno.

Com o modelo de transporte rodoviário implantado pelo governo Juscelino Kubitschek, o estímulo ao consumo de veículos aumentou na sociedade brasileira. Ademais, a chegada de transnacionais automobilísticas atrelada ao crescimento da classe média brasileira nos anos 2000 possibilitou um consumo demasiado desses produtos.

No entanto, é indiscutível a problemática social que esse fenômeno acabou causando. O aumento do uso de transportes individuais deixa as rodovias lotadas e com difícil locomoção, aumentando os casos de congestionamento e estresse da população. Não obstante, a emissão de gases poluentes acaba se tornando muito alta, o que gera não só um problema social, mas também ambiental.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. É preciso que o poder público financie mudanças na infraestrutura das cidades e nos modelos de transportes coletivos em circulação. Isso deverá ser feito através da asseguração efetiva do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, para que, em parceria com os meios de comunicação em massa a população possa se sentir estimulada e segura a utilizar transportes públicos, evitando assim, as constantes situações de congestionamento e contribuindo para um mundo menos poluente.