Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 24/06/2018
Segregação urbana
Diariamente, torna-se necessário o movimento pendular de milhões de brasileiros a fim de cumprir suas tarefas impostas. Paradoxalmente, em consonância ao avanço da globalização, a mobilidade urbana frente à segregação presente, acarreta em pautas de âmbito nacional. Nesse sentido, consta-se indispensável a discussão em prol de melhorias no setor.
Convém ressaltar, que a má flexibilidade no trânsito, deve-se a fatores sócio-históricos que permeiam até hoje. Prova disso, são as intensas campanhas no governo de Juscelino Kubitschek que visavam ao máximo a ampliação no setor rodoviário, afastando preocupações em torno das consequências vigentes.
Outrossim, o individualismo torna-se um desafio para desconstrução de paradigmas nos dias de hoje, haja vista que para muitos, a locomoção preferível é o próprio carro. Infelizmente, tal mentalidade, acarreta no inchaço local, visto que quanto mais automóveis nas ruas, maior a dificuldade de locomoção.
Fruto dos argumentos supracitados, cabe também ao meio ambiente os efeitos humanos, como a alta emissão de gases que provocam alterações climáticas. Todavia, no Rio de Janeiro em 1992, houve uma conferência, em torno do desenvolvimento sustentável, a Eco 92, que a longo prazo não teve relevantes resultados, pois, de acordo com argumentos de autoridade, a emissão de gases encontra-se em curva ascendente.
Assim sendo, torna-se necessário a ampliação de medidas que tendam atenuar a macrocefalia urbana. Logo, o Governo poderia ampliar a fiscalização acerca da restrição de circulação de automóveis. Além disso, caberia a mídia o reforço em campanhas de conscientização dos portadores de veículos, implicando à importância da responsabilidade nas rodovias e na construção de uma sociedade onde persista a isonomia.