Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 01/07/2018
Ao tornar-se cidadão são conferidos direitos e deveres para que se cumpra a cidadania. Contudo, ainda que a mobilidade seja alicerce para as funções sociais e cidadãs, o quadro desestabilizado que o mundo atual apresenta revela uma verdadeira imobilidade urbana. Isso devido à falta de planejamento para receber um elevado número de meios de transportes individuais inseridos nas vias rodoviárias. O problema enfrentado não restringe-se à esses fatores, mas estende-se à redução na qualidade de vida da população que vive nas cidades com transtornos psíquicos, devido o estresse, e respiratórios, pelo aumento da poluição ambiental.
É inevitável dizer que a facilidade de realizar empréstimos, financiamentos ou encontrar um agiota levou a população a maior acessibilidade de ter um carro ou uma moto. Assim, não é preciso ser rico para ter seu próprio veículo, e, se for, adquirir um por motorista, quando possível. Com isso, as vias têm ficado cada vez mais lotadas e revelado quadros de engarrafamentos, acidentes, confusões e transtornos diversos. É como colocar seis copos em uma bandeja que comporta quatro. Em algum momento os excedidos vão cair e desencadear uma cena de descontrole. Assim são as rodovias com conduções além do suportado à fluidez digna.
Por decorrência, as pessoas que necessitam trafegar acabam por aumentarem o nível de cortisol, tornam-se mais agressivas e desenvolvem brigas, doenças psíquicas e, para evitarem piores quadros, procuram outros meios condutores menos caóticos que os coletivos, uma vez que esses falham no conforto, agilidade e segurança. Ainda, existe o problema quanto à saúde respiratória, que cresce a cada dia que passa. São ataques alérgicos, como rinite e sinusite. Isso devido à crescente emissão de dióxido de carbono, pela queima de combustíveis fósseis, que causa a constrição dos brônquios, desgaste pulmonar e congestionamento nasal. Aí que nota-se o descaso aos direitos cidadãos.
Com tudo que discutiu-se é inevitável que medidas sejam tomadas para que se resolva o problema, apresentado nas cidades contemporâneas, de imobilidade e descumprimento da cidadania. Assim, é preciso que os representantes do transporte de cada município interfira na qualidade dos ônibus, que circulam as cidades que o têm, através da exigência de um guarda municipal, equipado, por locomotivo e a fiscalização mais severa do cumprimento da lei, para que, assim, as pessoais sintam-se mais seguras para escolher esse meio de transporte e haja diminuição no número de transportes individuais nas ruas e, consequentemente, reduzir os congestionamentos e emissão de gases poluentes. Desse modo, a mobilidade emergirá de forma otimizada.