Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 03/07/2018

Durante o século XX, com o advento da industrialização no Brasil, incentivada pelo presidente Washington Luiz, foi criado o estereótipo de que a modernização decorria das construções de rodovias. No entanto, tal política desenvolvimentista deu início aos percalços os quais circundam a mobilidade urbana no país. Desse modo, há fatores que devem ser revistos, dentre eles, a negligência do governo e o engajamento social.

Cabe ressaltar, a princípio, que as políticas de urbanização do país foram desenvolvidas a curto prazo e sem um planejamento eficaz. Isso perpetuou-se ainda mais com o presidente Juscelino Kubitschek, o qual deturpou ainda mais o modal rodoviário, causando na contemporaneidade situações de calamidade de intensos engarrafamentos. Além disso, os transportes públicos, não raro, apresentam péssimas condições de serviços prestados pela Nação, como a superlotação e a falta de pontualidade. Como prova disso, dados oficiais do Portal de Notícias da Globo, numa entrevista que 57% dos entrevistados consideravam precárias a qualidade dos transportes. Sendo assim, é incontrovertível que a burocracia estatal corrobora para a má qualidade dos transportes público e do modal ferroviário.

Outrossim, cabe pontuar que a colaboração da sociedade é escassa no convívio social. Isso porque a praticidade de utilizar o próprio carro proporciona maior conforto do que o esperado nos ônibus. Nesse contexto, medidas que estabeleceram tal conforto foram favorecidas com os subsídios do governo que facilitaram a compra de veículos, essa facilidade pode ser uma das causas dos engarrafamentos nos grandes e médios centros. Sob esse viés, pode-se afirmar por meio de dados concretos na mídia que no Brasil há em média um carro para cada quatro habitantes. Assim, é notório que a sociedade é uma das agentes responsável pela melhora da fluidez no trânsito.

Diante aos fatos supracitados, é indubitável que ainda há entraves no que concerne à mobilidade urbana no Brasil. Portanto, cabe ao Estado, consonante às secretarias de desenvolvimento urbano intensificar as obras de infraestrutura, como, por exemplo, construções de ciclovias, também, ampliar o rodízio de placas vigente na cidade de São Paulo para todos grandes centros nacionais. Isso pode ser feito através de contratações de maior contingente de fiscais de trânsitos e aumentar as verbas para construções dessas obras, a fim de melhorar a mobilidade e a eficácia dos transportes públicos. Ademais, cabe ao governo promover propagandas e cartilhas que incentivem a carona solidária. Essa poderá ser realizada por meio de campanhas midiáticas nas redes televisivas, a fim de atenuar os números de veículos nas rodovias para melhorar a fluidez no trânsito. Dessa amaneira, poder-se-á amenizar os desafios da mobilidade urbana no Brasil.