Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 05/07/2018
Crise na mobilidade
Um dos vieses de maior importância no governo de Getúlio Vargas foi a redundância de investimentos no setor de transportes. Talvez, o presidente não imaginara as consequências vigentes quase um século depois, visto que o inchaço nos serviços urbanos resultam-se em pautas de âmbito nacional e comprometem a mobilidade nas metrópoles.
Em consonância à má administração para construção de recursos proporcionais aos previstos na Constituição de 1998, o ‘‘boom demográfico’’, ou seja, a multiplicação de cidadãos, serve como pivor para o enigma. Tal epidemia, infelizmente, influencia de forma negativa no cotidiano, já que a lotação nos serviços de locomoção tornou-se aspecto de senso comum.
Ademais, a globalização compactua para agravar a ultrapassagem no limite demográfico em regiões, já que o espaço rural, gradualmente, sofre evasão, caracterizando a macrocefalia urbana. Outrossim, as sequelas não restringem-se apenas no âmbito econômico e político, já que cabe ao meio ambiente à influência antrópica. Prova disso, são os frequentes debates criados ao longo dos anos em prol da discussão ambiental, como a Eco-92, tendo como pauta o aquecimento global, fruto majoritário da emissão de gases por motores de veículos em centros urbanos.
Assim sendo, torna-se necessária a adoção de medidas que visem atenuar os fatos supracitados, haja vista que tratam-se de impactos diários. Portanto, o Ministério do Transporte poderia intervir a fim de flexibilizar tal setor, como a criação de pedágios para diminuir o tráfego em horários de pico. Além disso, em parceria ao incentivo da mídia, os orgãos governamentais locais poderiam aumentar a participação de ciclovias. Assim, a sociedade seria beneficiada em mais de um aspecto, contribuindo para a isonomia no trânsito e demonstrando ao governo varguista a preservação de seus investimentos.