Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/07/2018
Com a Revolução Industrial, no Brasil, houve um intenso êxodo rural e um inchaço populacional nas cidades, as quais, devido à deficiência da infraestrutura, cresceram de forma desordenada, acarretando a crise da mobilidade urbana hodierna. Dessa forma, gera-se o questionamento: o que fazer para reverter essa situação?
Primeiramente, é válido ressaltar que um dos principais fatores agravantes da problemática em questão é a defasagem dos transportes públicos. No país, milhares de pessoas dependem diariamente do meio de locomoção coletivo. No entanto, muitas vezes, tais veículos se encontram em estados precários, superlotados, além de cobrarem altas tarifas, fato este que desestimula os cidadãos a usufruírem deles. Isso, aliado ao maior poder de compra da população, tem estimulado essa obter seu carro próprio, o que intensifica ainda mais os engarrafamentos. Como prova disso, o Observatório das Metrópoles divulgou que o número de automóveis cresceu cerca de 80% na última década.
Além disso, outro aspecto a ser evidenciado, no que se refere ao quadro exposto, são as péssimas condições da malha rodoviária urbana. Apesar da forma de locomobilidade predominante no território canarinho ser o rodoviário, em várias regiões, as estradas se apresentam em situações deploráveis, assim como as vias de circulação de pedestres, dificultando ainda mais a mobilidade pelas urbes. Ademais, a carência de locais adequados para a utilização de veículos alternativos, como a bicicleta, deixa a sociedade subordinada aos cenários supracitados.
Portanto, fica claro que os brasileiros enfrentam adversidades no que concerne a estrutura relacionada à mobilidade urbana. Para contornar essa barreira, o Governo, na figura do Ministério de Transporte, primeiramente, deve realizar revitalizações nos veículos públicos, a fim de incentivar os cidadãos a usufruírem deles, diminuindo, assim, a frota de carros nas ruas e os engarrafamentos. Outrossim, o Ministério de Obras Públicas teriam de promover reformas nas vias de movimentação de carros, além de ampliar os espaços para a utilização de meios de transportes alternativos, com o intuito de otimizar a fluidez de veículos. Dessa maneira, as pessoas poderiam de deslocar tranquilamente regiões citadinas, pois como disse Platão: “o importante não é viver, e sim viver bem”.