Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 26/07/2018
A ocupação das grandes cidades em países subdesenvolvidos deu-se de forma acelerada e desordenada, em consequência, a população mais pobre ficou afastada dos grandes centros, e a mais rica perto. Assim, a procura por deslocamento é grande, todavia, o número de pessoas é contraproducente aos meios. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: a precariedade dos transportes públicos e a poluição ambiental causada.
Primeiramente, é válido destacar que as locomoções coletivas são cada vez mais procuradas, não obstante, a tarifa não condiz com a qualidade oferecida. Destarte, os ônibus são um exemplo desse revés, passagens caras para pouca frota automobilística, compactua para que a maioria das pessoas fiquem em pé durante a trajetória, causando risco para estes. Ademais, de modo análogo, encontram-se as vias, que além de serem poucas são má distribuídas fazendo com que trânsito e engarrafamento sejam recorrentes.
Ainda, a falta de qualidade adequada nos transportes públicos direciona muitos cidadãos a optarem pelos carros. Atrelado, um maior número de veículos na vi emana, consequentemente, mais Dióxido de Carbono(CO2) para a atmosfera, esse por sua vez, é um dos gases que contribui para que o efeito estufa. Sob o ângulo sustentável, observa-se as bicicletas, patins, entre outros, que além de não serem poluentes ajudam no aspecto da saúde e acabam sendo mais rápidos, visto que não ficam parados no trânsito. Entretanto, a maioria das cidades não disponibiliza ciclofaixas adequadas, fazendo com que os meios supracitados sejam deixados de lado.
Fica claro, portanto, que a mobilidade urbana é uma adversidade hodierna. Dessa maneira, cabe ao governo um maior direcionamento de investimentos para o transporte público como por exemplo metros, trens e ônibus, fornecendo passagens a preços mais baixos, além de investir na qualidade das vias, visando o conforto àqueles que utilizam desses meios para se locomover. Por fim, os órgãos governamentais competentes devem investir eminentemente em ciclofaixas para transportes alternativos, a fim de que a cidade torne-se menos poluída, e que os cidadãos desfrutem com segurança desses meios. Afinal, como citou Platão “o importante não é viver, mas viver bem”.