Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/08/2018
A política desenvolvimentista adotada durante o governo JK, priorizou a construção de rodovias no Brasil. Porém, as dimensões continentais do país não são adequadas para o predomínio de apenas um meio de transporte, mas de vários. Nesse sentido, o sucateamento das estradas brasileiras, vinculado ao crescimento da frota de automóveis particulares são determinantes para a dificuldade de locomoção dos cidadãos.
Em primeiro plano, vale destacar que a economia do Brasil é diretamente afetada pela ausência de mobilidade adequada. Geralmente, nos países em desenvolvimento, as periferias estão distantes do centro industrial, fazendo com que os trabalhadores saiam de casa mais cedo. Essa realidade, associada a demora no trânsito, gera um estresse antecipado do funcionário e, consequentemente, um rendimento inferior do mesmo. Conforme dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o Brasil perde cerca de 4,5% do seu PIB devido à precariedade de locomoção.
Outro fator a ser mencionado é a facilidade de compra dos automóveis particulares. A partir da década de 60, os carros passaram a ser valorizados em razão do predomínio de rodovias. Isso, agregado à falta de segurança dentro dos transportes públicos, acarretou no acréscimo expressivo da frota de carros nas cidades, dificultando atualmente na mobilidade urbana. Segundo uma notícia do site G1, o Brasil possui 1 carro particular para cada 4 habitantes, o que confirma esse predomínio.
Portanto, o Ministério dos Transportes, em parceria com empresas privadas, deve elaborar um plano de valorização do transporte público, por meio da punição ágil de casos de violência e maior disponibilidades de horários em periferias, visando uma maior utilização da sociedade a esse veículo, além do decréscimo de carros pessoais nas rodovias. Ademais, a mídia, juntamente com ONG’s voltadas para sustentabilidade, deve promover campanhas nacionais, através de propagandas sobre o uso de outros meios de transporte nas cidades, como bicicletas, e o reforço sobre a carona nos carros, buscando além da mobilidade, a sustentabilidade.