Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 25/07/2018

Na década de 30, iniciava-se o processo de urbanização no Brasil cujo principal propulsor eram as medidas desenvolvimentistas de Vargas. Embora, as medidas tenham auxiliado para gerar uma progressão em cenário nacional, essas também contribuiram para a desordem da mobilidade urbana. Hodiernamente, o país possui vários desafios - estruturais e históricos- referentes a mobilidade e que acarretam várias consequências.

A princípio, é imperativo analisar os fatores estruturais e históricos que funcionam como barreiras eficientes de uma boa locomobilidade nas grandes cidades. Um deles está ligado ao acúmulo de investimentos no transporte rodoviário, promovido, essencialmente, a partir do rodoviarismo no governo JK. Soma-se a isso o processo de urbanização desordenada, pois a maioria das grandes cidades começou a receber um grande número de pessoas o que acarretou um grande inchaço urbano e, consequentemente, saturação no sistema público de transportação. Multiplica-se, ainda, a falta de investimento governamental maciço nos transportes com relação a melhorar a infraestrutura e integrar modais.

Em virtude dos fatos supramencionados, nota-se o resultado mais desastroso dessa equação: desordem urbana. A falta de incentivo no transporte público para torná-lo eficiente em consonância com o incentivo pelo automobilismo implicou um aumento exponencial no número de tranportes individuais nas grandes cidades. Nesse contexto, entende-se os problemas vivenciados diariamente pelos sujeitos, tais como: congestionamentos constantes, grande número de mortes no trânsito e problemas ambientais decorrentes da grande liberação de gases do efeito estufa. Com isso, percebe-se o elevado caráter entrópico da mobilidade nas cidades brasileiras que vão de encontro as ideias constituicionais de promover bem-estar para a população.

Fica claro, portanto, que o ir e vir na sociedade brasileira encontra-se prejudicado por inúmeros aspectos e isso precisa ser solucionado. Sendo assim, o Ministério dos Transportes deve direcionar parte da verba para a construção de outros modais para que haja uma maior integração aos já existentes assim como deve investir nos que já existem para melhorar a infraestrutura e eficiência desses a fim de que as pessoas tenham outra escolha que não seja o transporte individual e possam desfrutar do bem-estar previsto na constituição. Somente assim, promover-se-á um país desenvolvido, segundo os ideais de Vargas, mas com uma estrutura locomotiva viável socialmente.