Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 14/08/2018
Segundo a teoria mobilista do filósofo Heráclito, tudo está em constante movimento na sociedade e com a tecnologia não é diferente. Entretanto, acompanhado do desenvolvimento dessa surgem grandes questões, como a difícil mobilidade urbana que tem como agravante o aumento de veículos e, ainda, potencializa alguns problemas ambientais.
Parte dos cidadãos brasileiros buscam agilidade e praticidade nos atos cotidianos. Ligados, esse desejo e o incentivo ao financiamento de carros e motos próprios no governo Lula, contribuíram para o aumento do fluxo de automóveis nas vias. Além disso, a precariedade dos transportes públicos, os preços abusivos, os assédios às mulheres e a falta de segurança fazem com que as pessoas optem pelo transporte individual. Mas, essa troca, ao invés de facilitar o deslocamento só atrapalhou, provando, apesar das vantagens, sua ineficácia para a harmonia do trânsito.
Somado a isso, há o aumento da emissão de CO² (dióxido de carbono) na atmosfera. Esse composto, proveniente da reação que ocorre nos motores à combustão, é o agente intensificador, não só do efeito estufa (causador de doenças de pele, exemplo: câncer), do aquecimento global, da chuva ácida (capaz de corroer construções civis e alterar pH da terra, dos rios e dos lagos), mas também, da inversão térmica (a baixa temperatura dificulta a dissipação dos poluentes, com isso, o aparelho respiratório e a estética do ambiente ficam comprometidos). Logo, são necessárias medidas para o controle da liberação desse gás.
Torna-se evidente, portanto, que a tentativa de facilitar a rotina apenas a deixou mais caótica. Para mudar a situação é preciso que o governo forneça verba para que os prefeitos possam reformar os transportes públicos e capacitar guardas para transitarem livremente nesses, assim, o valor da passagem seria mais justo. Isso incentivaria as pessoas a migrarem para os ônibus e trens, diminuindo o número de veículos nas ruas e, consequentemente, a taxa de CO² no ar. Só assim, o impacto sobre a natureza seria suavizado e o tráfego se movimentaria como na teoria de Heráclito.