Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/07/2018
O período vivido no Brasil entre os anos de 1956 á 1961 sob o comando de Juscelino Kubitschek e a sua política desenvolvimentista, foi de grande incentivo ao rodoviarismo, e intitulou uma cultura em que carro era sinônimo de status social. Atualmente, tal concepção acerca dos automóveis não mudou, trazendo graves consequências como o inchaço do transito, e dificultando a mobilidade urbana no país.
Primeiramente deve-se analisar como o capitalismo contribui para o cenário brasileiro atual. Segundo o sociólogo Karl Marx, o capitalismo prioriza lucros em detrimento de valores. Sendo assim, a industria automobilística incentiva, por meio de comerciais e grandes descontos, a população a adquirir cada vez mais automóveis sem se preocupar com a sustentabilidade ou a mobilidade dos indivíduos, ou seja , visando apenas o lucro. Como consequência disso, engarrafamentos, trânsito lento, e altos níveis de estresse começaram a fazer parte da rotina dos brasileiros.
Ademais, a precariedade do sistema de transporte público também contribui para o problema. Isso porque, a inexistência de uma política clara e coerente para a melhoria desse serviço tornou-o caro e de baixa qualidade, causando revolta e insatisfação na população, que por conta disso, prefere se deslocar por transportes particulares. Problemas como: número de ônibus insuficiente, trajetos demorados,além da falta de investimento em transporte metroviário e na construção de ciclovias, faz com que a locomoção dos indivíduos se dê majoritariamente por meio de automóveis, instalando assim o caos nos grandes centros.
Fica claro portanto, a urgência em resolver o problema da mobilidade urbana no país. Para isso, é preciso que o ministério do transporte em parcerias com prefeituras municipais crie projetos para a construção de mais ruas, avenidas e ciclovias nas cidades, visando interligar os diferentes sistemas de locomoção. Ademais, esse ministério também deve melhorar a qualidade do transporte público, adicionando mais ônibus nas rotas e construindo metrôs, assim a população, satisfeita com essas medidas, começariam a usa-los com maior frequência . Cabe a mídia, por sua vez, incentivar a população por meio de comerciais e ficções engajadas a uma maior utilização de bicicletas e aumentar a pratica de caronas solidárias, contribuindo para reduzir o número de automóveis nas rodovias. Só assim, o problema da mobilidade urbana poderá ser resolvido no Brasil.