Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 26/07/2018
Mobilidade urbana é a condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas e cargas no espaço urbano de uma cidade, aglomeração urbana ou metrópole. A má gestão política aliada a deficiência de medidas eficazes que garantam o fluxo urbano tornam o trânsito um espaço sobrecarregado, com consequências diretas na vida do motorista e/ou pedestre, inviabilizando a sua qualidade de vida.
A lei 12.587/12 institui as diretrizes para a Política Nacional de Mobilidade Urbana, foi aprovada para garantir eficiência nos deslocamentos na cidade, dando prioridade ao transporte público coletivo e para reduzir custos ambientais/sociais e econômicos. Em tese, foi vigorada para orientar os municípios a elaborar seus próprios planos, entretanto poucas cidades se mobilizaram para elucidar o problema. Além disso, as cidades que se comprometeram com o plano, não obtiveram êxito.
O resultado da negligência no que se refere ao trânsito reflete no exorbitante número de acidentes que afetam os cidadãos, além da excessiva exposição a gases tóxicos que diminuem a expectativa de vida da população. O trânsito brasileiro é o quarto mais violento do continente americano, segundo dados estatísticos divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Estima-se que no Brasil mais de 47 mil pessoas são mortas no trânsito por ano. Diante desse cenário, torna-se imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter essa situação.
É necessário que o Estado implemente novos investimentos que visem a educação no trânsito. Por exemplo, a construção de ciclovias, placas de limite de velocidade, a inspeção ambiental de veículos comerciais leves e médios de carga e a restrição da circulação de caminhões pesados em algumas rotas e horários com o objetivo de diminuir a poluição. Poder-se-a, assim, visar a fluidez do trânsito e amenizar possíveis problemas.