Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 27/07/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a atual infraestrutura de mobilidade urbana, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado apenas na teoria, pois a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de atitude do Governo, seja pela negligência e compactuação da sociedade.
É inquestionável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam em harmonia, para solucionar o problema, entretanto, a carência de atitude do Governo possui estreita relação com a péssima mobilidade urbana, nos dias atuais. Isso porque a falta de investimentos em projetos que visem melhorar a locomoção das pessoas, seja pela expansão do metrô ou em outros meios coletivos de transporte, gera uma sensação de abandono. Nesse contexto, o filósofo grego Aristóteles afirma que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Sendo assim, o Estado, por não dar a devida importância ao tema, acaba sendo um dos fatores para o problema.
Ademais, destaca-se a negligência e a compactuação da sociedade como impulsionador do problema, que se omite diante de situações de engarrafamentos, enfrentados constantemente nas grandes cidades, bem como aceita e relativiza a falta de investimento público na área. Neste cenário, o pensador e ativista francês Michel Foucault afirma, é preciso mostrar às pessoas que elas são mais livres do que pensam, para quebrar comportamentos e pensamentos errôneos construídos em outros momentos históricos. Desse modo, a sociedade torna-se a principal vítima de suas próprias contradições, omissões e condutas.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que o Governo junto com a iniciativa privada invista na criação de novas linhas de metrô, visando melhorar e acelerar o transporte de pessoas nas principais cidades do país. Além disso, cabe as escolas informatizar e conscientizar as pessoas sobre o uso de veículos privados em locais de grande fluxo de pessoas. Isso pode ser feito por meio de programas nas escolas e campanhas nos meios de comunicação de massa, a fim de diminuir o uso de veículos privados, por consequente diminuir os engarrafamentos. Desse modo, a realidade aproxima-se da teoria iluminista e a sociedade desenvolver-se.