Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/07/2018
Na década de 50, o presidente Juscelino Kubistchek se consagrou com a frase “governar é abrir estradas” e com essa filosofia promoveu a adoção do modelo rodoviarista. Entretanto, aparentemente a atual mobilidade urbana brasileira parece ter estagnado e virado escrava dos modelos presente nos planos de meta do governo do até então presidente.
Em primeira análise, é preciso entender que o uso de transportes coletivos na realidade nacional se demonstra essencial, porque segundo Conferência Nacional da Indústria, um a cada quatro brasileiros vai de ônibus para o trabalho, ou escola. Nesse contexto, nota-se uma população desacostumada ao uso de modais de locomoção pública e optam, muita das vezes, pelo carro, além disso há pouca diversificação, como ciclovias e hidrovias ocasionam, cada vez mais, um caos generalizado nas ruas.
Por conseguinte, pelo fato de ser uma realidade brasileira, o tema se agrava muito em momentos de crise. No início do ano de 2018, a greve dos caminhoneiros, os quais lutavam por melhores condições de trabalho e maior reconhecimento, fez a população sofrer com a crise de abastecimento de recursos básicos do cotidiano, como alimentos e principalmente a gasolina. Consequentemente, comprova-se pouca diversidade dos setores de deslocação, uma vez que hoje, os principais centros comerciais dependem exclusivamente de transporte em rodovias.
Nessa perspectiva, fica evidente a necessidade de uma progressão no setor público de viagens da população brasileira, ou de reabastecimento. Por isso, cabe ao Ministério do Transporte, Portos se reunir com professores de sociologia engajados com pesquisas sobre os principais meios e também de engenharia, para que juntos possam criar mais alternativas de deslocamento, como hidrovias, ciclovias, trens, e metrôs, além de ações de desmonopolização de empreendimentos do setor e leis mais específicas para reduzir os riscos de acidentes, afim de que o modelo passe a ser o mais amplo possível, atendendo todas as classes sociais. Desse modo, o Brasil sairá do modelo presente em 50, no governo de JK.