Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/07/2018
Repensar é transformar
Segundo o filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman, o individualismo é uma das principais características da pós-modernidade. Essa premissa destaca um dos maiores problemas da mobilidade urbana, por essa ser efeito da sociedade pós-moderna e suas relações sociais. Porém, além disso, a irregularidade na execução de obras públicas e o não planejamento dos modais de transporte, inferem na problemática dessa mobilidade.
Assim, a individualidade insere-se na medida do crescimento econômico de uma sociedade, pois há uma década, houve mais compras de automóveis pelo aumento do poder aquisitivo da população, proporcional assim, ao número de carros nas ruas. Entretanto, esses carros que comportam em média cinco pessoas, aproximadamente 70% deles estão ocupados por uma, segundo o site de notícias da rede televisiva Globo. Logo, o baixo compartilhamento do uso de transportes revela uma das origens do trânsito e lentidão nos grandes centros urbanos.
Outrossim, as obras direcionadas a remediar os problemas supracitados, são insuficientes e, muitas vezes, ocorrem atrasos em sua finalização, como o de extensão do metrô em São Paulo que nunca chega ao fim. Não obstante, o passado “rodoviarista” de JK, ex-presidente, ofusca a possibilidade de investimento em outros modais, como o ferroviário, aquaviário ou até o aéreo, dando continuidade ao modelo das rodovias e à superlotação de caminhoneiros submetidos à distâncias muito longas.
Destarte, os efeitos do descaso, tanto do povo quanto do governo, devem ser solucionados. Para tal, o Ministério dos Transportes deve reconsiderar seu plano de modais aliado aos prefeitos de cada cidade para, respectivamente, analisar o melhor para cada situação - e desapegar das rodovias - por intermédio de profissionais especializados, e executar de fato o projeto. Assim, quiçá melhore essa condição e propicie mais consciência, para transformar a sociedade individualista em comunidade.