Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 30/07/2018
Durante o Governo de Juscelino Kubitscheck, em 1956, diversas multinacionais iniciaram a produção de automóveis no Brasil. Desde então, o crescente número de veículos torna a mobilidade urbana um desafio para residentes de grandes cidades, que optam pelo uso de carros diante da má qualidade dos transportes públicos e a precariedade, ou mesmo ausência, de estruturas para o transporte cicloviário.
Em princípio, a falta de segurança e conforto dos veículos públicos, somado aos incentivos empreendidos pela mídia ao listar diversas vantagens em utilizar carros pessoais, desestimula o uso dos coletivos. Além disso, o advento de novos aplicativos de transporte, como o Uber, torna a mobilidade nas vias ainda mais fatigante. Isso porque, 49% das pessoas que utilizam o aplicativo antes recorriam aos ônibus, trens ou metrôs, segundo o Instituto Clima e Sociedade.
Ademais, uma saída sustentável que ameniza o número de carros nas avenidas são as bicicletas. No entanto, a falta de ciclovias representa um entrave para o uso desse meio de transporte, uma vez que, a ausência dessas vias específicas representam grandes riscos a segurança dos ciclistas. Como exemplo disso, 32 ciclistas são internados por dia devido a acidentes, segundo o Ministério da Saúde.
Diante da debilidade dos transportes públicos e do transporte cicloviário, é imprescindível que medidas sejam tomadas. Primeiramente, cabe as prefeituras municipais a implantação de ciclovias por toda a malha viária das cidades. Além disso, concerne as empresas de transporte contratadas a manutenção dos veículos, garantindo conforto e segurança aos passageiros. Por fim, compete a sociedade civil engajar-se na resolução de problemas relacionados ao convívio social, exigindo a tomada das medidas citadas e usufruindo das melhorias, para que assim, a mobilidade urbana deixe de ser um entrave em suas vidas.