Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/07/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, no Brasil, atualmente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste ligada à realidade do país, seja pelo crescimento do transporte individual, seja pela dificuldade de locomoção dos portadores de necessidades.
Em primeiro plano, é importante discorrer a cerca do crescimento do número de veículos individuais. Com o governo de Juscelino Kubistchek houve um desenvolvimento desordenado da indústria automotiva que tornou acessível a compra de veículos. Nos dias atuais, essa acessibilidade, aliada ao modelos de consumo capitalistas, tornou predominante o transporte individual, aumentando o número de carros no trânsito e, consequentemente, gerando o engarrafamento. A cidade de São Paulo, por exemplo, sofre devido a superlotação das ruas, que prejudica a mobilidade das pessoas.
Ainda como um problema da mobilidade urbana, se destaca a dificuldade dos portadores de necessidades para se descolarem nas cidades. Segundo dados da Revista Exame, o transporte público não é aprovado por 12% da população, haja vista que a situação de infraestrutura e acessibilidade é precária, principalmente para deficientes. Dessa forma, não encontram medidas inclusivas e planejamento especial para integração nos transportes publicos, tornando clara a insatisfação para com esse meio de locomoção.
É evidente, portanto, que há entravés para garantir a plena mobilidade urbana no país. Destarte, o governo deve investir em meios de deslocamento em massas, como transporte subterrâneo, hidrovias e ciclovias, por meio do plano diretor, em cada cidade, e com o uso de orçamento público destinado a infraestrutura, para que através do uso coletivo dos transportes diminua o engarrafamento no transito. Além disso, o governo deve integrar a participação dos deficientes nos transportes públicos destinando assentos especiais para cada tipo de portadores de necessidade. Além disso, a mídia deve trabalhar na disseminação de campanhas que incentivem o transportes conjuntos com projetos de carona solidária, com o propósito de acabar com o transporte individual. Tão logo, tais medidas atenderão ao propósito iluminista de mobilização social.