Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/08/2018
Com o fenômeno de urbanização no Brasil, foi notável o crescimento das cidades e, proporcionalmente, das distâncias entre os espaços. Nesse prisma, nota-se a necessidade da qualidade na mobilidade urbana, que no país, é prejudicada por fatores como a falta de trafegabilidade -pela precariedade das estradas e dos transportes públicos- e por uma alta concentração de veículos particulares, que geram os engarrafamentos. Nessa perspectiva, convém buscar alternativas que visem melhorar o processo de locomoção dos brasileiros.
Em principio, destaca-se a influência do contexto histórico, pois a industrialização do setor produtivo, desenvolvida a partir de 1930 provocou o êxodo rural e o inchaço das cidades. Nesse sentido, surgiram problemas na mobilidade urbana que permanecem na atualidade; com as grandes rotas e a falta de transportes públicos suficientes, tanto ônibus, quanto metrôs superlotados são fenômenos frequentes. Ademais, a falta de estradas de qualidade, contribuem na persistência dessa realidade, pois essas provocam defeitos mecânicos nos veículos, gerando altos gastos para manutenção e refletindo no preço das passagens.
Nesse sentido, muitos indivíduos optam pelo transporte individual e a grande quantidade de veículos compartilhando as avenidas, geram os engarrafamentos. Os maiores impactos desse fenômeno são o trânsito lento, o estresse dos motoristas e, consequentemente, os constantes acidentes. Também observam-se reflexos no ambiente, pela maior emissão de gases para atmosfera e na saúde, pela inalação do ar poluído.
Nesse prisma, nota-se, portanto, a necessidade de mudança no setor de transportes do país. Dessa forma, cabe ao governo, por meio do MTPA, investir financeiramente na infraestrutura das cidades, com a construção ruas e manutenção das vias de maior fluxo, além de disponibilizar novos veículos que atendam a demanda da população, para evitar lotação. Em síntese, essas alternativas contribuem para incentivar o uso do transporte coletivo em detrimento do individual e facilitar a mobilidade urbana.