Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 06/08/2018

A mobilidade urbana no Brasil é um dilema nacional. Em várias regiões brasileiras, principalmente nas grandes metrópoles, o crescente número de carros nas ruas e nas avenidas altera a qualidade de vida das pessoas. De acordo com o ex-prefeito de Bogotá, uma ação política é indispensável para melhorar os deslocamentos nas cidades.

A princípio, sabe-se que quanto mais veículos nas ruas, mais combustíveis fósseis são utilizados e mais polui-se o ar. Recentemente, a reportagem da Revista Exame mostrou que o ar de São Paulo mata mais que o acidente de trânsito e câncer de mamãe.

Ainda em São Paulo, é sabido que passar ao menos duas horas no trânsito da capital debilita a saúde como se a pessoa fumasse um cigarro por dia. Logo, nota-se que a desordem urbana, além de afetar a saúde das pessoas, aumenta os gastos com saúde pública.

Ademais, salvo as exceções da cidade de Curitiba, o transporte público do país é precário e inseguro. A exemplo disso, enquanto no Recife, terminais e ônibus lotados deixam os usuários insatisfeitos; em São Paulo, mulheres são assediadas dentro de ônibus.

Por certo, o inchaço dos transportes público nessas duas cidades lesa diretamente o bem-estar dos usuários, tornando-os vulneráveis a violência e ainda,  estressados e logo, mais susceptíveis a doenças.

Então, para encarar os desafios da mobilidade urbana, os paulistanos podem utilizar o aplicativo “carona solidária” para ir ao trabalho. Desse modo, baixaria os números de veículos circulantes e por consequência, reduziria a poluição do ar e lesaria menos a saúde. Contudo, o governo estadual do Recife deve aumentar a frota de ônibus para evitar terminais cheios e transportes com superlotação. Atitude como essa geraria mais conforto e satisfação aos usuários. Por fim, as empresas de ônibus em São Paulo poderiam capacitar cobradores para atentar aos assédios e, desse modo, conseguir delatar o suspeito antes do ataque. Isso proporcionará mais segurança dentro do veículo.