Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 09/08/2018

O governo de Juscelino Kubistchek foi marcado pelo “Plano de metas: 50 anos em 5”, que visava a industrialização do país. Assim, promoveu o “Modelo Rodoviarista” que impulsionou as indústrias automotivas e a construção de rodovias. No entanto, o número de automóveis nas ruas das cidades foi crescendo cada vez mais e a população passou a enfrentar problemas como o tráfego automobilístico, o desperdício de tempo e além disso, contribuiu para o aquecimento global.

Os automóveis são grandes aliados para o transporte de pessoas e bens materiais, todavia ao longo do tempo foi se tornando um grande problema. Segundo dados do Observatório das Metrópoles, entre os anos de 2002 e 2014 a população teve um aumento de 12,2% enquanto o número de veículos teve um crescimento de 138,6%. Em consequência disso, as cidades brasileiras passaram a sofrer diversos congestionamentos no trânsito, perda de horas produtivas, dificuldade nos deslocamentos de pessoas como também, possui maiores riscos de acidentes, assim, comprometendo o que dita na Constituição que todo cidadão tem o direito à liberdade de ir e vir. Pode-se dizer também que, a população visa mais o transporte individual do que os transportes públicos pelo fato dos mesmos apresentarem dificuldades como a baixa qualidade do transporte, os altos custos das passagens, além da falta de segurança.

Outrossim, ao longo do século XX houve uma rápida urbanização do país, que assistiu um acelerado crescimento das cidades e também de metropolização, com isso houve um número exacerbado de automóveis nas cidades que foi se tornando um grande vilão para o meio ambiente. O padrão de mobilidade centrado no transporte individual mostra-se insustentável no que se diz respeito à proteção ambiental, os automóveis emitem grande quantidade de gases poluentes na atmosfera que prejudicam a saúde da população e a degradação da qualidade do ar, portanto, vale ressaltar que é necessário incentivos a população usarem meios de transporte que são menos poluentes à atmosfera, como a bicicletas, ônibus e metrôs, mas para isso deve-se ter melhorias nos centros urbanos já que esse “caos” ocorre pela má infraestrutura das cidades contemporâneas.

Fica claro, portanto, que são necessárias medidas concretas para melhorar a mobilidade das cidades. Os Estados devem produzir novos projetos para a urbanização das cidades, como a construção de corredores exclusivos para  os ônibus, a melhoria do veículo além de baixarem o custo das passagens, devem investir também nas redes metroviárias facilitando a locomoção das pessoas e precipuamente a construção de ciclovias nas avenidas para a utilização de bicicletas, a mídia deve promover diálogos e propagandas nas redes de televisão e sociais para o incentivo ao uso das bicicletas e a importância da preservação ao meio ambiente. Assim, o Brasil poderá se tornar um país mais tolerante e sustentável.