Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 30/08/2018

A privatização do transporte público é o maior desafio de mobilidade brasileira. Porém os problemas vão desde incentivo político-financeiro que historicamente tem sido dado ao automóvel pelo governo a falta de planejamento para a integração entre diferentes meios de transportes. Assim, percebe-se que o Estado se afastou de seu papel ao permitir que lucro fosse colocado a frente do bem-estar social.

Na década de 70, enquanto o carro deixava de ser artigo de luxo e passava a ser meio de transporte para a classe média, o ônibus se consolidava como principal meio de transporte público para as massas.  Atualmente, o Brasil possui mais de 50 milhões de carros e apenas 600 mil ônibus, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito.

Sob esse viés, o preço a ser pago é o de se perder a cada dia mais a mobilidade. Como disse Carlos Drumond de Andrade “A vida parou…Ou será que foi o automóvel?”. Mas quem paga o maior preço na verdade é a parcela mais pobre da polução, que perde mais tempo em deslocamento e nas piores condições de transporte. Porque, a política dos Governos Brasileiros  têm priorizado o automóvel em detrimento da mobilidade.

Além disso, não há investimentos concretos para reduzir o custo à vida do indivíduo por utilizar desse transporte. Que é cada vez mais lento —  cada vez mais automóveis nas ruas e falta de integração de modais — lotado — interesse dos empresários pelo lucro — e caro — pela dificuldade em implantação de bilhete único. O impacto disso é alimentar a cultura do carro como status social e símbolo de sucesso frente a pobreza.

Sendo assim, é necessário acabar com essa cultura enraizada e por tanto tempo incentivada para a população de modo geral. O Estado deve assumir a responsabilidade pelo transporte coletivo e propor a partir do Governo Federal para as outras esferas, que se apliquem melhorias, como aumento da frota, a prática de bilhete único e os Municípios devem propor um projeto de integração de modais, dando prioridade as áreas periféricas da cidades.