Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 08/08/2018

Para o filósofo Sartre, o ser humano é livre e responsável, mas cabe a ele escolher seu modo de agir.Analogamente, a questão da falta da mobilidade urbana está intrinsecamente relacionada ao modo de vida acomodada da população urbana, visto que, estes preferem transportes individuais. Dessa forma, tal problemática veiculada a desestruturação rodoviárias, infere na boa qualidade de vida citadino.

Na Roma antiga, as ruas estreitas dificultavam a vigilância, assim ocasionavam caos na segurança e circulação de pessoas, já que, estas não apresentavam infraestrutura. Dentro dessa perspectiva, a precária locomobilidade nas cidades brasileiras vem aumentando, uma vez que, o país é vítima da política rodoviarista de Juscelino Kubitschek, a qual estradas foram idealizadas sem planejamento. Logo, assim como ,no Império romano as ruas do Brasil não oferecem ao povo mobilidade.

Ademais, esse impasse gera consequências sociais e políticas. Seguindo a visão do grupo O Rappa, na música ‘‘Minha Alma", os espaços urbanos se tornaram individualizados, onde moradores se tornam, prisioneiros e padecem do trânsito . Em virtude disso, o meio ambiente é afetado por meio da poluição degenerativa, influenciando na precarização da saúde dos indivíduos, segregando os direitos de ir e vir previstos na Constituição Federal de 1988. Ainda, o esquecimento dos veículos públicos, imprimem o esgotamento de estacionamentos, que diante disso se tornam cada vez mais caros.

Fica evidente, portanto, que as cidades necessitam de políticas afirmativas para promover o fluxo de automóveis e pessoas.É necessário que o Ministério de transportes em parceria com investidores nacionais e internacionais, invistam em ciclovias e transportes subterrâneos, a fim de desafogar a superfície. Além disso, é viável trabalhar com engenheiros civis e do meio ambiente para utilizar de pesquisas eficientes, trazendo planejamento e organização do espaço urbanizado.