Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 09/08/2018

Durante o governo de Juscelino Kubitscheck, a implementação de rodovias foi altamente incentivada, afim de atrair os investimentos da indústria automobilística, para tal, foi construída uma grande rede de rodovias interligado as mais diversas regiões do Brasil. Esse projeto também envolveu a paralisação dos investimentos no sistema ferroviário que era mais barato, eficiente, e atendia melhor à demanda da nação. Mediante esse cenário, se faz necessário mudanças, afim de intervir nesse sistema, possibilitando uma maior mobilidade.

Previamente, faz-se necessário analisar o cenário atual. A melhoria da renda da população de classe média e baixa, os incentivos promovidos pelo Governo Federal para o mercado automobilístico, como a redução do IPI (imposto sobre produto industrializado), a baixa qualidade do transporte público e a pequena quantidade de ciclovias contribuíram para o aumento do número de carros no trânsito. Com isso, tornaram-se ainda mais constantes os problemas com engarrafamentos, lentidão, estresse e tantos outros. Como resultado desse processo, tivemos uma explosão no uso de automóveis, o que afetou a qualidade de vida nas metrópoles.

Nesse viés, o inchaço urbano, gerado por esse aumento de veículos, acarreta uma série de outros problemas, como, poluição do ar, estresse, aumento do número de acidentes, dentre tantas outras adversidades advindas desse processo. Problemas esse, que, reduzem a qualidade de vida da População, dificultando a vivências nas maiores metrópoles do país. Para ter-se a devida noção dessa conjuntura, segundo dados do Observatório das Metrópoles, Entre os anos de 2002 e 2012 a frota de veículos cresceu 138,6%, enquanto a população brasileira cresceu 12,2%, demonstrando a inviabilidade desse processo.

A questão da mobilidade urbana surge como um novo desafio às políticas públicas. Tendo em vista a insustentabilidade do modelo atual, algumas medidas são necessárias com intuito de intervir nessa situação caótica. O Ministério dos Transportes deve implementar projetos similares ao de bicicletas compartilhadas, bem com a ampliação das ciclovias reduzindo assim a quantidade de carros do trânsito. O Poder Executivo deve aumentar os impostos sobre veículos motorizados e reduzir o das bicicletas, afim de estimular o uso das mesmas. O Ministério da Cultura deve desenvolver campanhas publicitárias e faze-las circular em rede nacional estimulando o uso de bicicletas, mostrando os benefícios que o uso da mesma traria tanto para a saúde do indivíduo, quanto para a melhoria do trânsito. O governo federal deve subsidiar as passagens de ônibus e metrô, reduzindo assim o preço das mesmas e incentivando o uso de transportes coletivos.