Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 13/08/2018

Zygmaunt Bauman, em “Vida para consumo”, profere que em  decorrência da agitação, ansiedade e infelicidade da sociedade urbana, as pessoas buscam alternativas de consumo como uma forma de obter prazer. Logo, o consumismo tornou-se um marco forte na sociedade, como é o que ocorre com a mobilidade urbana no Brasil, que decorrente da compra exacerbada de automóveis vem dificultando a locomoção nos grandes centros, sendo necessário alternativas que resolvam isso.

Nesse contexto, ressalta-se que a dificuldade de locomoção é decorrente do não planejamento das cidades nas décadas em que sofreram expansão, tornando as vias de locomoção estreitas ao passo que ocorria um crescimento exponencial da população. Ademais, uma população fortemente marcada por status social dificulta que indivíduos usem os transportes coletivos, que possuem péssima infraestrutura, sendo estes vistos como algo das camadas mais pobres. Segundo o departamento de trânsito de São Paulo, o paulista fica em média 45 dias do ano preso no trânsito.

Outrossim, há uma ineficácia governamental ao passo que este não promove campanhas de incentivo ao transporte público em rede nacional, somado ao não investimento em transporte de qualidade, a exemplo dos ônibus que em sua grande parcela são danificados corroborando para que mais indivíduos comprem o automóvel próprio. Emile Durkheim profere que o indivíduo é a maneira de agir e pensar do coletivo, sendo essas práticas repassadas para outras gerações.

Destarte, se faz urge medidas para facilitar a mobilidade urbana, o Governo Estatual deve investir em planejamento urbano, construindo vias e calçadas que obedeçam  o espaço de locomoção dos indivíduos, a fim de que haja um aumento no fluxo de mobilização das pessoas. Ademais, o mesmo deve investir em propagandas em nível nacional e investir em transporte de qualidade para que haja mais espaço para que mais pessoas usem do serviço, diminuindo o trânsito nas grandes vias.