Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 15/08/2018

Durante o processo de formação do Estado brasileiro, do século XVI ao XXI, a industrialização das grandes cidades se deu de forma tardia e desordenada, principalmente a partir da década de 60, o que evidenciaria mais tarde, a macrocefalia de metrópoles e maiores centros. Diante dessa perspectiva, polos como RJ e SP, atraíram alta migração populacional, que buscava maior qualidade de vida. Contudo, essa qualidade não vem sendo alcançada, evidenciando o caos e crescimento urbano acelerado.

Sabe-se, que o número de automóveis vem crescendo constantemente, não só devido ao incentivo para comprar, mas também, aos precários transportes coletivos. É preciso reconhecer a existência de desafios intrínsecos nesse cenário, como a superlotação, violência, assaltos e assédio sexual, ameaçando o bem-estar e segurança da população, tanto em ônibus, como metrôs. Dessa forma, tal realidade faz com que a mesma escolha o transporte privado ao invés do público.

Convém ainda ressaltar, a formação de ilhas de calor nas grandes cidades. Tal fenômeno é causado pela retirada de cobertura vegetal e alta emissão de poluentes dos carros, que aumentam consideravelmente a temperatura em meio urbano. Sobre essa ótica, estima-se, que enquanto um ônibus transporta 80 pessoas e ocupa o espaço de 2 carros, um automóvel leva em média, 1,4 pessoas cada. Incontestavelmente, além de tal fato ocasionar em engarrafamentos e maior tempo no trânsito, também compromete o meio ambiente, e consequentemente, a saúde do local.

Entende-se, portanto, que para serem atenuados os impasses citados, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, cabe ao Governo investir na melhoria de ônibus e metrôs, além de criar mais espaços ciclísticos, afim de atenuar o problema do inchaço urbano. Em seguida, o mesmo, em parceria com as redes de televisão abertas, deve promover campanhas e ficções engajadas, atingindo famílias brasileiras e incentivando o uso de transportes coletivos e ciclovias, com o intuito de diminuir o uso de automóveis privados, e aumentar o uso de transportes públicos.