Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 16/08/2018
Dizia o pensador e iluminista Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele.” Diante da fala do filósofo, o ato de educar é o meio mais plausível para solução de qualquer problema. Por exemplo, a questão da mobilidade urbana na sociedade brasileira. Essa adversidade se deve à herança sociocultural e à negligência do estado ao não resolver o quanto antes essa problemática.
É notável que no iluminismo, a busca por direitos básicos como a vida, a liberdade e o bem-estar era incisiva. Sendo assim, essa pretensão pela aquiescência de ter um carro para ir e vir à hora que quiser é mais que uma vontade, é uma necessidade. Prova disso, são os crescentes números de carros nas ruas, de acordo com a Folha de São Paulo a frota brasileira cresceu mais que a estrutura viária, enquanto a frota teve um aumento de mais de 90% a extensão de rua cresceu apenas 16% de 2003 para 2012.
Ademais, é fundamental enfatizar que, mediante a pequena de ônibus de qualidade, as condições dos trens e metrôs é precária, o valor desses transportes só crescem a cada dia, isso deixa evidente que a qualidade de vida e a rapidez da chegada do cidadão em casa não são uma prioridade para o governo. Os transportes coletivos que vivem quebrando no meio do trajeto são grandes prejuízos à vida dos trabalhadores e dos empregadores, que perdem ao ter funcionários a menos devido a dificuldades dos seus empregados chegarem ao trabalho. Quanto a quem tem carro próprio, também sofre com um gasto a mais de combustível pelo tempo parado no trânsito e o atraso que sofre para chegar a seu destino final. Dessa forma, inúmeros são os prejuízos, desde o custo a mais por estar parado em um engarrafamento ao prejuízo que traz ao meio ambiente por estar liberando dezenas de dejetos gasosos ao estar parado com o motor do veículo funcionando.
Ante à problemática apresentada, fica claro que governo e sociedade devem agir em conjunto. Desse modo, o corpo governamental na forma do Ministério da Educação e Ministério do Desenvolvimento, Planejamento e Gestão tem o dever de produzir cartilhas e palestras sobre a importância de usar transportes coletivos, diminuindo, assim, o número de carros a poluir o meio ambiente. As prefeituras, a principio, devem disponibilizar mais transportes públicos, para que todos tenham acesso a transportes coletivos de qualidade, quanto a frota atual, deve passar por revisões, para evitar que estraguem no meio do percurso dos passageiros. Ademais, a sociedade deve colaborar com a preservação dos bens coletivo e governamental. Diante dos fatos apresentados, uma política pró-educação é o meio mais plausível para proporcionar um país mais fraterno, igualitário, de liberdade, todos tenham cidades de uma acessibilidade vista e de qualidade.