Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 15/08/2018
Há luz no fim da urbanização
O Iluminismo, movimento intelectual revolucionário do século XVIII, previa um futuro baseado em êxitos devido aos avanços e transformações humanas. Entretanto, atualmente, frente aos desafios encontrados pela mobilidade urbana no Brasil, tornam-se incertas as premissas propostas no século das luzes. Urge, portanto, a necessidade da intervenção de agentes sociais na causa.
Em primeiro plano, é redundante ressaltar que as defasagens que acarretam na má infraestrutura das metrópoles merecem ocupação de destaque sob o cenário vigente. Prova disso, são os rotineiros relatos pessoais ou impostos pela mídia aos quais descrevem o inchaço urbano e rodoviário encontrado nas metrópoles.
Outrossim, as consequências do caos urbano ultrapassam os problemas pessoais e resultam em aspectos coletivos, visto que o meio ambiente é um dos fatores que mais sofrem perante ao inchaço. Por conseguinte, tais fatos supracitados podem ser explicados pela teoria da ‘‘Modernidade Líquida’’ do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, ao qual expõe a deficiência de pensamento coletivo face aos planejamentos contemporâneos e os resultados consequentes.
Além disso, os enigmas também influenciam na saúde humana, haja vista que a superlotação das avenidas resulta na emissão de gases prejudiciais e implicam em doenças respiratórias. Ainda assim, a problemática tende a se intensificar, uma vez que a maior potência econômica do mundo e um dos maiores argumentos de autoridade, os Estados Unidos, retiraram-se de tratados que visam o desenvolvimento sustentável, como o Acordo de Paris. Mediante a isso, torna-se mais difícil a participação de cidadãos em medidas que atenuem a insuficiência de transporte, como o uso de bicicletas.
Em síntese, faz-se preciso a adoção de medidas que visam minimizar os impactos que impedem a mobilidade urbana em escala nacional. Assim, o Ministério do Transporte deve investir na flexibilização da malha de transportes através da construção de ciclofaixas. Ademais, cabe às grandes empresas a gradual desconcentração de seus centros industriais a fim de diminuir a longa locomoção de milhões de trabalhadores diariamente. Tais medidas seriam de extrema importância pois reduziriam a desordem nas cidades, influenciaria no beneficio a saúde e daria êxito a uma vertente iluminista.