Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/08/2018
No que se refere à mobilidade urbana, é possível afirmar que a questão do ir e vir representa um desafio a ser enfrentado de forma mais organizada pela sociedade brasileira. Nesse sentido, nos governos desenvolvimentistas, como o de Juscelino Kubitschek, indústrias automobilísticas foram amplamente incentivadas e assim a via rodoviária tornou-se a principal matriz de transporte brasileira. Sob esse aspecto, a falta de estrutura dos serviços oferecidos a população em consonância com a crescente quantidade de automóveis convencionais, tornam essa problemática ainda mais difícil de ser solucionada.
Em uma primeira análise, pode-se evidenciar que o uso de transportes coletivos não é incentivado pelo governo, visto que a grande maioria dos municípios oferece um serviço de baixa qualidade. Em vista disso, “Os sistemas de transporte coletivo, para serem bem planejados, têm de estar atrelados ao planejamento urbano”, declarou Cristina Albuquerque, gerente de mobilidade urbana da ONG WR, com isso a população teria uma maior fluidez, sustentabilidade e eficiência dos serviços. Dessa forma, infelizmente, essa questão traz sérios problemas para a construção de um espaço urbano melhor estruturado, a exemplo do Canadá.
Já em uma abordagem mais aprofundada, a consequência imediata dos problemas estruturais no que tange aos transportes é o grande número de veículos nas ruas das cidades brasileiras. Fato evidenciado pelo Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN), pois de acordo com seus dados entre junho e julho de 2015 haviam mais de 160 mil novos veículos nas ruas. Logo é válido indagar que o Ente Federativo não deve promover a compra de novos automóveis, aumentando a circulação nas vias e simultaneamente não ofertar uma pavimentação que comporte tal circunstância, à vista disso fica clara a necessidade de atuação do governo sob a questão.
Com o intuito de resolver essa questão é imprescindível que se mobilize agentes como o Governo Federal. Convém ainda lembrar que o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil deve cumrpir as prerrogativas do Plano de Mobilidade Urbana, instruindo com maior força o poder executivo das cidades para que possam colocar em prática um sistema intermodal de transportes, e punindo as que negligenciarem esse acordo. Espera-se, com isso, não apenas otimizar o fluxo de pessoas nas grandes metrópoles mas também suprir uma demanda latente de planejamento e gestão do trânsito no Brasil.