Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 20/08/2018
Durante o governo de Juscelino Kubitschek entre os anos de 1956 a 1961 houve um grande incentivo à indústria automobilística por parte do governo, deixando enraizado na sociedade que carro é sinônimo de status social. Atualmente, tal concepção acerca dos automóveis segue cada vez mais evidente no Brasil, contribuindo para os inúmeros problemas de mobilidade urbana. Nesse contexto, deve-se analisar como o transporte público de baixa qualidade e o crescente aumento no número de carros contribuem para o problema e como resolvê-lo.
Primeiramente, deve-se analisar como a ineficiência dos transportes públicos colaboram para o atual sistema caótico de locomoção. Isso porque, além da pouca oferta de ônibus e metrôs nas cidades, os que circulam são sempre lotados, sujos e sem capacidade de acomodar devidamente todos os passageiros. Por outro lado, as tarifas estão em constante aumento o que gera revolta na população, que decide se locomover por meios individuais. Como consequência disso as avenidas e rodovias tendem a ficar cada vez mais cheias.
Conforme as leis newtonianas “para toda ação haverá uma reação na mesma intensidade em sentido contrário” nesse contexto, o excesso de automóveis nas cidades começa a trazer impactos negativos para a população. Essa crescente expansão se dá pelo fato dos grandes estímulos do governo à aquisição de carros, como a redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) por exemplo e também o aumento de renda da população de classe média. Com isso, reflete-se no dia a dia da população o grande número de engarramentos, lentidão no trânsito e estresse dos motoristas.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para a melhoria da mobilidade urbana no país. Para isso, é necessário que o ministério do transporte invista na melhoria dos transportes públicos reformando ônibus, ampliando a rede metroviária e reduzindo o preço de tarifas. Ademais deve construir ciclovias, como forma alternativa de locomoção.Cabe a mídia, incentivar a população por meio de comerciais e ficções engajadas, a optar por transportes alternativos, deixando o transporte individual apenas para fins de semana. Só assim, gradativamente, será possível resolver o problema da mobilidade urbana no Brasil