Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 23/08/2018
O passado que assola o presente
Durante o governo de Juscelino Kubistchek, a adoção pelo modelo rodoviarista fez com que o Brasil passasse pelo processo de industrialização de forma rápida e sem planejamento. O que gerou um acúmulo de investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção. Nesse contexto, o Brasil sofre com os problemas gerados pela falta de mobilidade urbana, como a crise no sistema de transportes públicos e os intensos congestionamentos nas vias expressas.
Em primeira instância, cabe mencionar que as grandes cidades, especialmente as metrópoles, são as que mais experimentam o resultado dessa falta de infraestrutura, já que elas concentram a maior parte dos serviços e empregos. Essa grande demanda faz com que muitas vezes o número de transportes públicos sejam insuficientes, levando à superlotação, atrasos e enorme tempo de espera nos postos de parada.
Além disso, essa falta de política de investimentos nos transportes resulta em uma grande quantidade de pessoas que almejam o próprio automóvel. Esse crescente número promove os intensos engarrafamentos. A cidade de São Paulo é uma das que mais sofre com isso, o paulistano passa em média cerca de um mês e meio no trânsito. Outra consequência desses congestionamentos é o aumento da liberação de gás carbônico que ocasiona o aumento do aquecimento global.
Entende-se, portanto, que existem relações de causa e efeito para os déficits da mobilidade urbana no Brasil. Dessa forma, o Poder Público deveria investir na melhoria da qualidade dos transportes públicos para que fique viável as pessoas usá-los, como também promover a ampliação do rodízio de veículos. A população poderia optar pela carona em grupo, diminuindo a quantidade de veículos nas ruas e quando possível fazer uso de transportes alternativos, como a bicicleta. Assim, os benefícios serão mútuos para a sociedade e o meio ambiente.