Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/09/2018

Durante o governo de Juscelino Kubitschek no Brasil, na década de 60, houve um grande investimento no desenvolvimento industrial, o qual fomentou a migração do tipo êxodo rural e, portanto, contribuiu para o inchaço das cidades. Dessa forma, o deslocamento do campo para a cidade junto à ausência de planejamento destas propiciou déficit na malha urbana, prejuízo no sistema de transportes e na mobilidade dos cidadãos em suas regiões.

A priori, a Revolução Industrial - oriunda do século XVIII - foi um processo de modernização das cidades, dos meios de produção e transporte de escala global, a qual estimulou a urbanização. Não muito diferente, o Brasil também foi alvo dessa renovação durante o governo de JK e o seu Plano de Metas. Desse modo, as urbes proporcionaram mais oportunidades de emprego e melhor qualidade de vida para as pessoas, o que permitiu o êxodo. Esse fenômeno social foi responsável por encher o burgos e por modificar a mobilidade urbana, tornando-a mais desafiadora, já que não houve um planejamento prévio de ações e infraestrutura para abarcar o crescimento desordenado das regiões.

Por conseguinte, tem-se uma malha rodoviária precária, um sistema de transporte débil e uma falta de sistemática para locomoção dos pedestres, os quais configuram uma motilidade citadina adversa. Diante disso, é possível inferir que os governos e as prefeituras têm sido ineficazes quanto a efetivação da Política Nacional de Mobilidade Urbana - mencionada na Lei 12.587/2012 - que prevê o uso de veículos públicos em detrimento do individual, vias exclusivas para ônibus e bicicletas, entre outros. Todavia, como não há a prática dessa políticas, o trânsito fica caótico e a qualidade de vida da população é afetada devido ao estresse que esse problema causa e ao gasto de muitas horas nos seus movimento pendulares - deslocamentos diários realizados pela sociedade.

Diante dos fatos supracitados, o êxodo rural foi uma das razões pela qual a mobilidade urbana tem sido tão desafiadora. Dessa maneira, as Secretarias de Trânsito e Transporte dos municípios devem investir em rodovias; incentivar o uso de bicicletas e veículos públicos; além de melhorar o local de passagem de pedestres; por meio de pavimentação, manutenção e criação de vias exclusivas para ônibus e bicicletas; programas de bicicleta compartilhada visando a menor poluição e ocupação das ruas; passagens mais acessíveis e metrôs, trens, VLT’s, ônibus com boa infraestrutura; e construção de passarelas de pedestres e calçadas, respectivamente; para que, assim, haja uma malha urbana de qualidade, um sistema de transportes eficiente e uma sistematização de locomoção dos cidadãos nas cidades, além de fazer com que a mobilidade urbana seja acessível, real e promova o bem-estar da nação.