Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 22/08/2018
É evidente que, durante o Governo de Juscelino Kubitschek, o incentivo fiscal à vinda de montadoras automobilísticas estrangeiras ao Brasil impulsionou o predomínio de carros nas ruas. Com isso, o contingente populacional que precisa se locomover diariamente esbarra nos constantes problemas de Mobilidade Urbana, como os engarrafamentos atrelado à má qualidade do transporte público. O combate desses impasses pressupõe uma análise das suas causas e das suas consequências.
A priori, a discussão do número de carros nas estradas brasileiras torna-se pertinente como a causa maior do problema. Com a crise imobiliária nos Estados Unidos no ano de 2008, o então presidente Luís Inácio Lula da Silva, como forma de sair da crise, abaixou o imposto para produtos industrializados, o IPI, incentivando a compra de mais carros pela população. Entretanto, com a vinda de mais veículos particulares, não veio um planejamento urbano para comportar esse contingente maior como o alargamento das vias e melhora do transporte público, que, segundo a ANTP, um ônibus transporta o mesmo que 57 carros. Ou seja, o maior número de ônibus desincharia as avenidas das metrópoles.
Por conseguinte, as consequências são notórias em todo o Brasil. Constituição cidadã de 1988, inspirada no filósofo iluminista John Locke, prevê que o direito de ir e vir é garantido para todos, como uma liberdade inata ao ser humano. Porém, hodiernamente, o que mais se vê são casos em que a carta magna é desrespeitada, o que causa não só estresse como também mais acidentes de trânsito. Ou seja, quando esse direito civil não é garantido, tende a piorar a saúde da população.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que solucionem o problema. Destarte, o Poder Executivo deve colocar em prática a Política Nacional de Mobilidade Urbana, promovendo a melhoria do transporte público, como também integração de modais já existentes, com investimento público e privado, através da ampliação das vias para que se encontrem, talvez assim a constituição seja cumprida.