Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 25/08/2018
No decorrer da década de 1950, no governo do presidente Juscelino Kubitschek, a automobilização ganhou desenvolvimento, o que gerou o aumento na compra de automóveis que, por conseguinte, concluiu-se em desafios para conviver com a crise da mobilidade urbana. Somado à isso, fez-se presente também o inchaço urbano, que devido à era globalizada, resultou num considerável aumento populacional dificultando a locomoção nas grandes cidades.
Inicialmente, é válido ressaltar que o governo brasileiro ainda se apoia unicamente no transporte rodoviário, quando se é visível, por exemplo, ineficientes investimentos para implantação de novas técnicas ferroviárias na tentativa de menor gasto, mesmo quando as condições de rodovias são precárias. Tal fato, juntamente com o imediatismo social, acarreta a preferência por meios individuais que é incentivada até hoje por diversos fatores como a redução de impostos na compra do veículo, o aumento da renda do brasileiro e a má qualidade dos transportes coletivos.
Em segundo lugar, é importante legitimar que, entre os anos de 2002 e 2012, segundo o Observatório das Metrópoles, enquanto a população crescia 12%, o aumento de veículos subiu cerca de 138%. Diante disso, é notável que o problema ainda é um sucesso, visto que a demasiada quantidade de automóveis nas ruas amplia o congestionamento, dificultando ainda mais a locomoção de pessoas e automóveis. Além do exposto, faz-se perceptível que o inchaço urbano acarreta problemas socioambientais, como a poluição, comprometendo a expectativa de vida.
Com base nos argumentos apresentados, é imprescindível que haja uma intervenção de autoridades e uma mudança significativa. Para tal, o Ministério dos Transportes, como principal autor, atue na ampliação de vias e bitolas ferroviárias através de investimento em pesquisas e capacitação profissional, a fim de diminuir congestionamentos nas grandes cidades e ainda no aumento de opções para transportes, evitando assim a má qualidade dos meios coletivos.