Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 27/08/2018
Luz à mobilidade
Em uma das vertentes do Iluminismo — movimento revolucionário do século XVIII — ficou previsto que o futuro seria caracterizado por sucessos devido à autonomia em diversos âmbitos e avanços técnicos. Entretanto, atualmente, o caótico cenário de mobilidade urbana nas metrópoles brasileiras opõe-se às premissas propostas no século das luzes. Urge, portanto, analisar a problemática em consonância aos agentes sociais envolvidos.
Sob esse viés, é consistente frisar que os desafios os quais caracterizam a fragilidade de locomoção nas cidades têm causas diversas: ora pela má infraestrutura, ora pela falta de consciência coletiva. Prova disso são dados rotineiros impostos pela mídia, que expõem o conjunto de impactos negativos acarretados pelo inchaço urbano, como a intensificação de congestionamento, imobilidade e principalmente desequilíbrio no meio ambiente. Diante disso, evidencia-se a necessidade de rearranjar os padrões presentes.
Outrossim, a junção da sociedade civil a atos pessoais serve como fator participativo para a ocorrência do caos urbano. Isso se comprova pela recorrente presença de automóveis particulares que, muitas das vezes, de forma desnecessária, influencia na interrupção do trânsito, visto que pode ser substituída pelo uso de transporte público. Ademais, tais fatos supracitados podem ser explicados pela teoria da Modernidade Líquida do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que materializa o individualismo nas metrópoles e expõe a crescente presença na pós-modernidade.
Além disso, os enigmas causados pelos desafios de mobilidade tendem-se a se agravar, uma vez que o órgão de maior autoridade e influência no caso — os Estados Unidos — retiraram-se de projetos que visam minimizar os impactos causados pela modernização das cidades, como o Acordo de Paris. Assim, torna-se mais dificultoso a participação da sociedade civil em medidas de cunho filantrópico e auto-benéfico, como o uso de bicicletas e campanhas de incentivo ao uso.
Em síntese, indubitavelmente, torna-se necessário intervir e diminuir os malefícios causados pela mobilidade urbana. Em adição, cabe ao Ministério do Transporte investir na flexibilização da malha de transportes através da construção de ciclofaixas. Soma-se isso a participação do Governo Federal por meio de induzir os cidadãos à menor participação de transportes pessoais em horários de pico, sob pena de multa ou privação da habilitação. Tais medidas seriam importantes pois, gradualmente, atenuaria a deficiência nas cidades, influenciaria para a diversificação de deslocamento e daria êxito a uma vertente iluminista.