Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 29/08/2018
Com a Macrocefalização urbana, crescimento acelerado e desordenado dos centros, muitas cidades se expandiram para se adaptar ao contingente populacional sem planejamento e estruturação adequada para atender os moradores. O transporte é um dos setores mais afetado pelo inchaço urbano, tornado o deslocamento dos indivíduos um empecilho diário. A preservação do sistema rodoviarista e o individualismo são fatores que impedem a melhoria no âmbito da locomoção no século XXI.
Nesse contexto, a manutenção do Rodoviarismo impacta significativamente a mobilidade urbana. Durante o governo Juscelino Kubistschek, houve a expansão da malha rodoviária no país, estimulando a entrada da indústria automobilística. Essa situação permitiu o desenvolvimento e o crescimento da fábrica de veículos, havendo uma facilitação da aquisição deles, pois com a produção em larga escala, baixou-se os custos e, assim, os preços para o consumo. Logo, os automóveis tornaram-se mais acessíveis à população. No entanto, a compra demasiada intensificou o número de carros circulantes, deixando as grandes cidades mais propensas aos congestionamentos, que, por conseguinte, dificulta a locomoção.
Ademais, o individualismo presente na sociedade brasileira contribui para tal problemática. O fato de os cidadãos optarem por se locomover em seus carros confortáveis em vez da utilização do transporte público, como ônibus, trem e metrô, evidencia a negligência de uma das principais causas do congestionamento: o grande número de veículos particulares circulando. Assim, dificulta-se e compromete-se a mobilidade de todos os moradores da região, inclusive os que tomam a atitude individualista em não dar a devida importância das suas ações comodistas na rotina da cidade. Dessa forma, pode-se comparar esse comportamenta aos habitantes da caverna do Mito da Caverna do filósofo Platão, no qual negavam a realidade do mundo exterior, assim como os brasileiros negam os impactos das suas atitudes individualistas na mobilidade urbana.
Nessa perspectiva, a política rodoviarista e a falta de senso de coletividade influencia a má locomoção nas cidades brasileiras. Por isso, torna-se necessário que as Prefeituras dos municípios reduzam a frota de veículos particulares, por meio da implementação de rodízio, como o instituído em São Paulo, no qual é proibido, em determinados dias, a circulação de automóveis com placas específicas, a fim de diminuir os congestionamentos. Além disso, o Ministério dos Transportes deve incentivar o uso do transporte público, por intermédio de propagandas nas redes sociais, como ‘‘Facebook’’ e ‘‘Twitter’’, com o objetivo de melhorar a locomoção nas ruas das cidades brasileiras.