Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 28/08/2018

Alavancada pela produção fordista da segunda revolução industrial, a política rodoviarista da década de 50, do então presidente brasileiro Juscelino Kubitschek, deixou marcas no esquema de transportes do Brasil. O grande número de automóveis circulantes tem causado entraves no que se refere à mobilidade urbana no país. Isso se evidencia não só pela precariedade dos meios de locomoção de massa, bem como pela incipiência de estímulos à outros modais de condução.

Em primeira análise, cabe ressaltar as dificuldades nas quais se encontram os meios de transportes públicos do Brasil. Sob esse olhar, problemas como superlotação, poltronas quebradas e ausência de refrigeração adequada, acompanham a rotina de brasileiros que recorrem aos meios coletivos. Nesse sentido, a maioria dos passageiros sonham em ter seu próprio veículo na esperança de transitar com mais conforto pela sua cidade. Isso causa, além do agravamento da poluição atmosférica, engarrafamentos colossais e por conseguinte, percursos de pouca quilometragem durando horas, tornando-se notório a necessidade de medidas que visem melhorar a mobilidade urbana brasileira.

Em segunda análise, pode-se destacar a debilidade nos incentivos à diversificação dos transportes. A partir disso, as bicicletas, por exemplo, meios de locomoção saudáveis e não poluidores, encontram pouco espaço nas principais metrópoles brasileiras, visto que normalmente apenas em orlas litorâneas encontram-se ciclovias e sinalizações adequadas. Consoante a isso, os trens e metrôs, veículos rápidos e que poderiam interligar diversas partes do território, têm pouco investimento e acabam sendo pouco explorados e com tímidas linhas de trajeto. Dessa forma, torna-se inaceitável que em um país dito em desenvolvimento, quando equiparado à potências como Estados Unidos e Japão, permaneça extremamente atrasado na diversificação e adequação de seus tipos de modais de condução.

Diante do exposto, urge, que o Estado, a partir do ministério dos transportes, direcione seus investimentos aos meios públicos de locomoção , e que, através da injeção de capital, possa garantir a melhoria da infraestrutura e, consequentemente, proporcionar mais qualidade e satisfação dos passageiros usufruidores do serviço. Ademais, deve também ampliar as extensões cicloviárias, possibilitando que haja a diversificação dos modais de condução. Cabe também, que as escolas divulguem cartazes e promovam palestras que incentivem o uso dos meios alternativos de transporte, a fim de amplificar o número de usuários desses modais e favorecer o aperfeiçoamento da mobilidade urbana do Brasil.