Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/08/2018
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os desafios da mobilidade urbana no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria, mas não na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo cenário histórico do país, seja pela falta de planejamento governamental em relação a mobilidade urbana.
O contexto histórico do planejamento urbano no Brasil tem papel fundamental para se entender a mobilidade urbana. Devido a colonização do país ter sido de caráter exploratória por Portugal, houve uma ocupação humana acelerada e descontrolada, que acumulou trabalhadores em locais perto de seus trabalhos, diferente dos Estados Unidos, o qual foi uma colônia de povoamento, onde a ocupação humana foi lenta e controlada, podendo assim, realizar-se uma distribuição adequada das pessoas em solo nacional. Tendo isso em vista, com o passar do tempo a aglomeração de cidadãos começou a se tornar um desafio, pois a mobilidade urbana começou a ficar comprometida, uma vez que, houve o aumento de não apenas congestionamentos nas ruas, mas como também a superlotação de transportes públicos.
Além disso, outros grandes desafios valem ser mencionados, como o automóvel sendo símbolo não apenas do capitalismo, como do poder econômico, aliado a falta de acessibilidade a diferentes formas de deslocamento. Tendo isso em vista, em uma sociedade capitalista há um incentivo vigoroso das industrias ao descometido consumo de carros pela população, que acaba por ter vários para um único núcleo familiar, o que aumenta drasticamente o trânsito em grandes cidades. Ademais, não há incentivos públicos para os cidadãos buscarem transportes diferentes, como no caso das bicicletas, que além de não agredir o meio ambiente, também implicariam na diminuição do fluxo de veículos e na diminuição do sedentarismo. Entretanto, a grande maioria dos lugares não contém ciclovias, o que torna sua utilização insegura para os habitantes.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Destarte, o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, deve formular estratégias nacionais que tenham como propósito a transferência de grandes empresas/indústrias, para locais menos habitados, através de incentivos fiscais, como a diminuição de impostos sobre as terras dessas regiões, promovendo assim a diminuição do agrupamento de indivíduos nos grandes centros, que fará com que a mobilidade urbana seja mais eficiente e mais rápida no Brasil.