Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 31/08/2018
É definido como mobilidade urbana a capacidade de deslocamento oferecida pelas áreas urbanas a grupo de pessoas, e tem como objetivo a garantia de livre circulação de indivíduos e cargas. No entanto, no Brasil, tal garantia não é encontrada, visto que as grandes cidades do país sofrem com o trânsito caótico causado principalmente pelo excesso de modal particular e a ineficácia do transporte público brasileiro.
Deve-se apontar, primeiramente, que segundo o Departamento Nacional de Trânsito, o número de veículos individuais no Brasil passou de 24 milhões para 50 milhões em 10 anos. Após o governo de Juscelino Kubitschek no século XX, em que as rodovias foram privilegiadas em vez das ferrovias, houve um aumento no número de propagandas de fabricantes de automóveis que aproveitaram o momento para estimular o consumo de carros no Brasil. Esses fatos, resultaram na expansão do caos nas vias brasileiras que não possuem suporte para tantos veículos.
Ademais, o principal problema dos transporte populares no país é o monopólio dos grupos que administram os modais, como ônibus e metrôs, e por não possuírem concorrência, visam o lucro e não o bom serviço ofertado ao usuário. Assim, é comum avistar no Brasil modais com excesso de passageiros, pois as companhias responsáveis pelo transporte coletivo não fornecem a frota necessária para acomodá-los com conforto e dignidade. Além disso, o valor das passagens muitas vezes abusivo, não corresponde com o serviço prestado e resulta na ineficácia do transporte.
Portanto, para que o Brasil avance na mobilidade urbana, é necessário que o Governo Federal, em parceria com as cidades, promova o pedágio urbano nas zonas centrais para desestimular os donos de carros particulares e assim, acarrete na carona solidária, em que as pessoas que vão para locais próximos compartilham do mesmo veículo. Outrossim, pode ser incentivado o uso de transporte coletivo, com a implantação de um bilhete único em que as pessoas possam usá-lo tanto com o metrô quanto com o ônibus, acarretando em economia para o usuário.