Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 31/08/2018

A Constituição do Brasil - promulgada em 1988 durante a Nova República- assegura a todos os indivíduos o direito de ir e vir. No entanto, ao analisar a mobilidade urbana no país, vê-se as falhas no que diz respeito à qualidade dos serviços oferecidos, ampliando a insatisfação das pessoas dependentes desses meios de transporte. Nesse contexto, deve-se analisar como a falta de infraestrutura relaciona-se com o problema, bem como os impactos que tais precariedades causam à natureza e à sociedade.

Em primeira abordagem , é preciso compreender que a estrutura das estradas no contexto atual, são insuficientes e precárias para o uso do transporte próprio. Durante o governo de Juscelino Kubitschek, o presidente incentivou o modelo desenvolvimentista do país, a fim de estimular a compra de veículos particulares. Entretanto, essa alternativa promove um trânsito caótico com engarrafamentos quilométricos, porque mesmo os grandes centros não estão estruturados, apresentam má sinalização, buracos nos asfaltos e altos índices de violência. Em São Paulo, por exemplo, há um esquema de rodízio de veículos para tentar amenizar esses problemas, mas ainda assim é uma medida insuficiente.      Ademais, torna-se necessário analisar os prejuízos que as deficiências na mobilidade urbana provocam no país. Se por um lado as medidas adotadas por Juscelino levaram a uma melhoria na qualidade de vida da população, por outro elas foram responsáveis por uma série de adversidades ao meio, um exemplo claro é a poluição sonora gerada pelo barulho dos motores dos carros, provocando estresse e cansaço aos motoristas, podendo ser responsável por uma série de acidentes no trânsito. Além disso, não se pode ignorar os impactos causados ao meio ambiente, graças à quantidade de gás carbônico liberado na atmosfera e o descarte de milhares de pneus e peças que poluem os rios e áreas de preservação.

Diante dos fatos supracitados, nota-se que a mobilidade urbana é um desafio da contemporaneidade o qual evidencia a importância de políticas públicas acerca dessa questão. Primordialmente, cabe ao Governo Federal aplicar as verbas destinadas aos transportes na sua manutenção e acessibilidade, além de investir em projetos que conscientizem a população a fazerem o uso de transportes coletivos, garantindo assim uma reestruturação dos meios e uma diminuição dos congestionamentos .Idem, cabe ao Ministério do Meio Ambiente investir na criação de ciclovias que além de diminuir a poluição, estimula os indivíduos a saírem do sedentarismo. Ao percorrer esse caminho, espera-se que a problemática seja gradativamente minimizada, fazendo valer o que está escrito na Constituição.