Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 02/09/2018

O nosso precário ir e vir

Superlotação, aumento da poluição, estresse, acidentes e falta de acessibilidade são algumas consequências da falta de planejamento urbano no Brasil. A Constituição Federal garante o direito de ir e vir fundamental a todos os cidadãos. Porém, a realidade da mobilidade urbana vai contra essa premissa, em vista que, esse direito está sendo negligenciado.

Primeiramente, é possível notar a precariedade do transporte público, o qual é de alto custo e insuficiente para a demanda diária. As “Manifestações dos 20 centavos” foram a maior prova da insatisfação da população com esse serviço. Além disso, o aumento do poder aquisitivo da classe média baixa a partir do processo de industrialização que iniciou em 1930, em conjunto com o incentivo do Estado a compra de automóveis, resultou no excesso de veículos particulares nas ruas.

Outro ponto negativo desse cenário é a falta de acessibilidade urbana, que causa a segregação de portadores de necessidades especiais. Transportes e vias públicas não tem estrutura para atender todos de forma igualitária, ferindo assim, os direitos previstos na Constituição e a qualidade de vida, de forma ainda mais severa, os deficientes. É válido ressaltar que, os índices de acidentes, poluição, violência e estresse no trânsito, crescem alarmantemente em todo o país.

Diante disso, é essencial que o Governo promova uma reestruturação das vias, para que as mesmas sejam acessíveis e preparadas para o fluxo de automóveis. Ademais, deve investir na construção de modais de transporte público de qualidade, a fim de atender todos de forma igualitária e aumentar o número de usuários dos mesmos, promovendo assim o descongestionamento do trânsito e bem-estar da população. O incentivo a adesão de alternativas sustentáveis como as bicicletas também pode ser feito, em parceria com ONG’s e divulgação pelas mídias sociais. Contudo, espera-se que os direitos previstos na C.F. de 88 sejam assegurados.