Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 04/09/2018

A Política Nacional de Mobilidade Urbana sancionada em 2012, transmi-tia à necessidade da reorganização do espaço, no tocante, a promoção de melhorias na locomobilidade tanto do motorista como para o pedestre. En-tretanto, essa lei não se efetivou no país. Assim, a falta de mobilidade con-tinua, a qual é impulsionada pela valorização do transporte individual, so-mado a falta de planejamento infraestrutura das cidades.

Em primeiro lugar, segundo o Observatório das Metrópoles entre os anos de 2001 e 2011, o número de automóveis e motocicletas nas principais ca-pitais do país, praticamente, dobrou. Sendo essa uma realidade que não se restringe apenas às metrópoles, o brasileiro progressivamente adota o  transporte individual como o seu principal meio de locomoção. Isso aconte-ce pela as ações do governo, nos últimos anos, em incentivar o consumo de automóveis, mas também pela precariedade do transporte coletivo, co-mo a superlotação, que desestimula à sua utilização. Á vista disso, um conjectura  que propicia o engarrafamento de forma rotineira nas cidades .

Ademais, a questão da mobilidade também está relacionada ao desloca-mento do pedestre pelo o espaço geográfico urbano. Contudo, ao analisar o processo de urbanização acelerado e desorganizado que ocorreu no pa-ís, nota-se que uma das consequências é a crise de legitimidade do direito de ir e vir do cidadão, principalmente, no que tange ao deficiente  físico, co-mo por exemplo, a dificuldade de encontrar calçadas com rampas. Dessa forma, revela a falta de planejamento na infraestrutura das cidades para adequar com as necessidades da população.

Portanto, para mudar esse quadro, é preciso que o Ministério do transpor-te juntamente com o da Infraestrutura amplie as linhas de metrôs e ônibus, com o objetivo de coibir a superlotação. Ademais, por meio de campanhas publicitárias o Estado comece a incentivar à população adotar o  transpor-te coletivo em relação ao privado, assim, diminuirá o engarrafamento nas cidades. E que Ministérios da Infraestrutura fomente a acessibilidade, como as construção de rampas, para que o direito de ir e vir seja respeitado.