Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 04/09/2018
Caos na sociedade contemporânea
Na década de 1950, Juscelino Kubitschek com o lema “50 anos em 5” adotou uma política desenvolvimentista que incentivava a construção de rodovias ligando o país e a abertura do mercado interno para as multinacionais da indústria automobilísticas. Atualmente, por causa desses incentivos a um único meio de locomoção, o número de carros nas ruas do Brasil é exorbitante. Dessa maneira, cabe ressaltar os impactos sociais e econômicos acarretados por essa falta de planejamento.
Em primeiro lugar, somente sete cidades Brasileiras tem metrô, com a falta de opções de meio de transportes e a baixa infraestrutura nos ônibus muitas pessoas optam pelos carros, o que leva aos imensos congestionamentos. Alem disso, os carros causam poluição sonora e liberam gases como monóxido de carbono, óxidos de nitrogênio e hidrocarbonetos que causam poluição atmosférica. Consequentemente, compromete-se a saúde da população causando estresse e problemas respiratórios e também aumenta o efeito estufa que leva ao aquecimento global.
Outrossim, a falta de mobilidade afeta a economia em diversas ocasiões. Segundo a pesquisa da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), um trabalhador no Rio de Janeiro leva em média no trajeto de ida e volta do trabalho duas horas e vinte e um minutos, e em São Paulo se gasta duas horas e doze minutos. É evidente que, o tempo gasto no trânsito provoca um desgaste no trabalhador que já chega cansado e sua produtividade diminui, contudo esse tempo poderia ser convertido em maior quantidade de horas de sono, trabalho ou lazer que movimentaria o dinheiro.
Dessa forma, pode-se perceber que a mobilidade urbana enfrenta grandes dificuldades. Logo, é necessário que o Ministério dos transportes, em parceria com empresas privadas, proporcione maiores opções de locomoção, mediante a investimentos em ferrovias, ciclovias, brt e metrôs - com profissionais especializados em arquitetura e engenharia-, a fim de gerar maior qualidade de vida para a população brasileira. Aumentam, assim, as chances de amenizar os congestionamentos, poluição e os impactos sofridos pela população.