Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 06/09/2018

Newton estava certo!

Funcionando de acorde com a 1º lei de Newton, a Lei da Inércia, na qual afirma que um sistema tende a permanecer em seu movimento, sem que uma força suficiente atue sobre ele. A problemática da mobilidade urbana persiste na sociedade de maneira análoga. Pois a cultura aos transportes individuais, além de ser motivada pelo conforto que trás, também, carrega consigo questões históricas. Tendo assim, contribuindo com a inércia do problema.

Washington Luís, presidente responsável pela construção da primeira estrada asfaltada, afirmava: ´´Governar é abrir estradas``. Tal afirmação foi retomada pelo governo de JK, no qual resultou na intensa produção de automóveis e construção de rodovias. Esse legado histórico brasileiro contribuiu, hoje, para o aumento de veículos e a dificuldade de locomoção nas grandes cidades. Uma vez que, a metropolização veio acompanhada e motivada por tal fator.

Nos últimos 10 anos, a frota de carros aumentou mais de 400%, porém o número de rodovias não acompanhou tal crescimento. Intensificando assim, a precariedade do trânsito de veículos no País. Isso se deve principalmente, ao desconforto dos transportes públicos, visto que, estes não são tão rápidos e seguros, além de não terem tantas possibilidade de locomoção quanto os automóveis, chegando ao ponto do brasileiro ter que utilizar mais de 2 ônibus, ou conciliar este com trem(s) ou/e metro(s), para poder chegar ao seu destino.

Com base nos fatos elencados, uma possível alternativa para resolver a problematização da mobilidade urbana seria: a implementação, pelo governo, de pedágios urbanos, através de novos impostos, para desestimular o uso de carros. E utilizar a verba adquirida para investir na infraestrutura dos transportes públicos, com a construção de mais ônibus, trens, metros, terminais e a criação de novas linhas desses transportes. Com isso, haverá uma ´´força`` capaz de mudar o percurso existente.