Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 06/09/2018
O presidente Washington Luís, no ano de 1928, inaugurou a primeira rodovia asfaltada no país, corroborando o seu plano de governo ‘‘Governar é abrir estradas’’. De forma ambígua, nota-se que muitas cidades não apresentam suporte para a mobilidade urbana, o que gera um caos na população e na atmosfera. Nesse contexto, esse desequilíbrio social é fruto das antigas estruturas urbanas e da preferência por carro particular.
Em primeira análise, é necessário pontuar que as deficientes estruturas, de muitas cidades, não é capaz de movimentar todo o contingente populacional. Nesse ínterim, tal fato é motivado pela rápida urbanização do Brasil, característica de países emergentes, visto que não foram projetadas, o que surge um cenário de modais incompatíveis com a população. Como consequência, o número de automóveis nas rodovias é muito grande, o que pode gerar violência e transtornos. Prova disso, segundo o IBGE, os brasileiros gastam, em média, 2 horas no trânsito.
Outrossim, vale salientar que muitos cidadãos preferem o uso de carros particulares, em detrimento de meios sustentáveis. Nesse viés, esse cenário é motivado pela falta de incentivo dos governantes, visto que o sistema de transporte coletivo encontra-se ineficiente e as ciclovias, por exemplo, não existe em muitas cidades. Afinal, para o filósofo Marx, a gestão das cidades é desenvolvida por interesse, e não por necessidade do bem estar social. Por conseguinte, o nível de Co2 atmosférico aumentou em 30% no últimos anos, com o transporte como principal causa, segundo a Secretaria de Educação do Estado do Paraná (SEEP).
Entende-se, portanto, que os problemas da mobilidade urbana é fruto das más estruturas das cidades e do uso do carro particular. Afim de atenuar o impasse, os ambientalistas, em parceria com a mídia, devem estimular o uso de meios sustentáveis, como bicicletas e coletivos, por meio de palestras que incentivem esse hábito. Em consonância, os governadores devem investir em ônibus e em ciclovias, pelo dinheiro público, como forma de estimular, gradativamente, desuso do carro próprio.