Os desafios da mobilidade urbana no Brasil

Enviada em 07/09/2018

A política desenvolvimentista adotada pelo então presidente do Estado Juscelino Kubitschek incentivou o crescimento desordenado da indústria automotiva,causando problemas graves na mobilidade urbana brasileira.Nesse contexto,deve-se analisar como a herança histórica da política rodoviária do país e a omissão governamental corroboram com a persistência da problemática.

Em primeira análise,é clarividente que a herança histórica deixada contribui com o problema da falta de mobilidade urbana.Isso se deve ao investimento em rodovias no governo JK,tal aplicação veio acompanhada da atração e do estímulo de empresas estrangeiras automobilísticas para o país,que instalaram suas multinacionais e ampliaram o desejo de consumo da sociedade,utilizando uma permanente campanha publicitária que associava a melhoria do padrão de vida ao automóvel.Como consequência,causou um acúmulo nos investimentos para esse tipo de transporte em detrimento de outras formas de locomoção,com isso,aumentou-se também a presença de veículos pesados,como por exemplo caminhões,o que dificulta ainda mais a fluidez do trânsito na nação.De maneira análoga,a ampliação da malha rodoviária priorizada pelo Governo Juscelino,pode ser explicada pelo “Carpe Diem”,exclusivamente para o presente,não se preocupando com os impactos no futuro.

Ademais,Atrelada a herança histórica,a omissão governamental no incentivo dos meios de transportes alternativos também ajuda na manutenção desse problema.Sob tal ótica,o crescente número de veículos individuais promove o inchaço do trânsito,dificultando a locomoção ao longo das áreas das grandes cidades,Isso se deve,a omissão Pública em estimular ao uso de transportes coletivos populares,através da melhoria de suas qualidades e eficiência com um desenvolvimento de trânsito focado na circulação mais ligeira,além disso,proporcionar ciclovias,metrôs e ônibus para atender a demanda urbana.Segundo o jornal O Globo,a cidade de São Paulo é uma das que mais sofrem com congestionamento e lentidão,o paulistano passa,em média,o equivalente a 45 dias por ano para se deslocar na cidade.Como consequência dos congestionamentos e lentidão no trânsito,podem causar estresse nos condutores acarretando muitas vezes em violências no trânsito.

Por tudo isso,em um primeiro momento,o Poder Público deve ampliar a rede pública de transporte, implantar mais ciclovias e adotar o rodízio veicular em todas as metrópoles nacionais por intermédio de uma mudança na lei de diretrizes orçamentárias visando ao fim dos congestionamentos e consequentemente a redução dos problemas ambientais.Outrossim,a fim de reduzir o número de carros particulares nas vias citadinas é conveniente que os ambientalistas com auxílio da mídia estimulem por meio de campanhas o uso de veículos coletivos ou alternativos.