Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 07/09/2018
A Constituição Federal de 1988, preconiza em seu artigo 5°,o direito à locomoção no território nacional. Entretanto, nota-se no Brasil a ineficiente gestão da mobilidade urbana,o que intensifica e prejudica a condição de ir e vir do cidadão e acarreta danos irreversíveis ao meio ambiente. Nesse viés, é importante rever a situação social, bem como seus efeitos na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é necessário observar que o modelo econômico desenvolvimentista adotado pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, cuja gestão data de 1956 a 1961, optou por investir no modal de transporte rodoviário para garantir a integração do território brasileiro. Nesse sentido, é visível que nos dias atuais essa política advém da ineficiência dos transportes públicos - responsável pelo maior tempo de deslocamento no centros urbanos e carência de conforto para os indivíduos - em suprir a demanda populacional, o que corrobora a aquisição de automóveis e consequentemente contribui para o alarmante congestionamento e mortes no trânsito.
Além disso, de acordo com pesquisa realizada pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da FGV, o setor de transportes é considerado um dos principais responsáveis pela emissão de poluentes na atmosfera, dentre eles destaca-se o dióxido de carbono ( CO2). Essa realidade ocorre devido a alta quantidade de frotas de carros e pela utilização de transportes individuais em detrimento da condução pública.Como consequência ocorre alterações climáticas nas cidades - como as ilhas de calor- e principalmente o agravamento do efeito estufa - causador da elevação da temperatura.
Nesse sentido, é necessário que ações sejam efetivadas para garantir o completo e eficiente direito de ir e vir do cidadão. Dessa forma, o Governo Federal por meio do Ministério de Transportes, deve investir na criação de modais rodoviários e ferroviários que ofereçam qualidade de deslocamento e bem-estar para a população, com o objetivo de desconstruir o culto ao carro, evitar acidentes e impedir que circulem nos centros frotas inadequadas e poluentes. Essa iniciativa do Estado é importante porque reduziria a emissão de gases poluentes e colaboraria para desconstruir a mobilidade ineficiente e caótica no Brasil.