Os desafios da mobilidade urbana no Brasil
Enviada em 28/09/2018
Caótica. Essa é a palavra que melhor define a situação da mobilidade urbana no Brasil. Afirma-se isso visto que, há um crescimento desordenado de automóveis nas estradas comprometendo o fluxo de tráfego e consequentemente ao bem-estar nacional. Dessa forma, medidas devem ser adotadas para reverter essa realidade.
A priori, é necessário pontuar os motivos que levam a esse panorama. Um exemplo, é o pensamento vigente na nossa sociedade de consumismo e acumulação de bens. Segundo o site G1,em algumas cidades de São Paulo, a média é de 2 automóveis para 3 habitantes.Com efeito, são em média, 6,5 milhões de carros nos centros paulistas diariamente. Além disso, a precariedade das opções de mobilidade alternativa agravam o quadro. Superlotação de transportes coletivos e falta de ciclovias são exemplos disso. Por conseguinte, cidadãos tendem cada vez mais a optar por transporte particular.
Sob esse viés, diferentes consequências negativas podem ser observadas. Umas delas é o risco ambiental gerado pela emissão de gases poluentes gerado pela queima de combustíveis fósseis. Esses gases absorvem parte da radiação infravermelha emitida pela terra, favorecendo o aumento do efeito estufa e do aquecimento global. Ademais, o fenômeno conhecido como “engarrafamento”, causado pela grande frota de veículos em um mesmo momento e espaço paralisando o fluxo automotivo, traz prejuízos a comodidade dos cidadãos bem como a economia do país. Essa assertiva é dada pois, o tempo perdido pelo indivíduo nos congestionamento citadinos poderia ser convertido em atividade laborais, gerando renda e aumentando a arrecadação monetária federal.
Infere-se portanto, apoiado nas ideias de Gunnar Myrdal, o qual defende o Estado como agente de organização econômica social, a necessidade de politicas públicas para a melhoria deste cenário. Para tanto, o Governo Federal, através do Ministério do Transporte deve designar engenheiros especializados na área para a elaboração e construção de novas linhas de transporte subterrâneo, as quais alastrem o atendimento entre variadas regiões das metrópoles, além da ampliação do número de trens que comporte o contingente de passageiros.